
A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre está investigando oito casos suspeitos de sarampo entre residentes da Capital. Em abril, o município confirmou o primeiro caso da doença após cinco anos sem registro.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o último sábado (19) foram notificados 42 casos suspeitos, sendo 37 de moradores de Porto Alegre. Desses, 28 foram descartados e oito seguem em investigação.
Está nessa conta também o caso confirmado em abril, que, segundo a pasta, é de um adulto, morador da Capital, que retornou recentemente dos Estados Unidos e não tinha comprovação vacinal.
Baixa imunização
A coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Clínicas, Carolina Deutchendorf, avalia que o aumento de casos suspeitos está relacionado à baixa imunização, principalmente fora do Brasil:
— A população acaba entrando em contato e trazendo o vírus. A cobertura vacinal de primeira dose no Brasil é de mais de 80%. No entanto, temos espaço para melhorar e chegar a 100%.
Em Porto Alegre, a cobertura vacinal de primeira dose para crianças está em 87% e a de segunda dose, em 71%.
O que é o sarampo, quais são os sintomas e como prevenir?
O sarampo é uma doença altamente transmissível, com sintomas que incluem febre mais manchas vermelhas no corpo, coriza, tosse e conjuntivite. A orientação é para que a população busque atendimento em caso de sintomas, especialmente após viagem ao Exterior.
A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenção. O imunizante é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal depende da faixa etária:
- Pessoas a partir de um ano e menores de cinco anos: uma dose de tríplice viral com um ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses
- Pessoas entre cinco anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de um mês entre as doses
- Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral
- Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da tríplice viral
- Contatos de suspeita: devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade




