
O câncer de intestino grosso é o segundo mais comum em ambos os sexos, ficando atrás apenas do de próstata nos homens e do de mama, no caso das mulheres. Preta Gil, que faleceu neste domingo (20), lutava contra a doença desde o início de 2023, quando foi diagnosticada.
Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 45 mil casos por ano de câncer colorretal, o equivalente a uma incidência de 21,10 casos para cada 100 mil habitantes. Desse total, 70% dos casos concentram-se nas regiões Sul e Sudeste.
O câncer colorretal é uma condição em que ocorre uma multiplicação desordenada das células do cólon e do reto, o que gera o surgimento de pólipos (pequenas massas que crescem na parede do intestino) que, por sua vez, podem evoluir para câncer. A doença pode se desenvolver de forma silenciosa. Geralmente afeta homens e mulheres com 45 anos ou mais.
Em dezembro de 2023, Preta afirmou que estava em processo de remissão da doença, ou seja, o câncer não era mais detectável. Contudo, em agosto de 2024, informou que o câncer havia voltado e que foram detectados linfonodos no ureter e no peritônio (membrana na cavidade abdominal que envolve órgãos como estômago e intestino). Em maio de 2025, a artista viajou para os Estados Unidos em busca de um tratamento alternativo.
Fatores de risco e diagnóstico
Caso diagnosticado precocemente, há mais de 90% de índices de cura, conforme a médica do serviço de coloproctologia do Hospital Moinhos de Vento, Heloisa Guedes Müssnich. O diagnóstico normalmente é feito por meio de dois exames: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia.
Segundo a médica, histórico familiar é um dos principais fatores de risco do câncer colorretal. Obesidade, sedentarismo e idade contribuem para o desenvolvimento da doença. Fatores como ingestão de carne, gordura animal, estresse, fumo e álcool também entram na lista.
— As regiões Sul e Sudeste estão entre as de maior concentração do câncer de intestino, porque nesses locais há mais esse estilo de vida — observa Heloisa.
A prevenção, portanto, se dá através de cuidados para manter o peso ideal, uma dieta saudável e uma rotina de exercícios físicos. Nos casos de histórico familiar, a orientação é que a investigação comece a ser realizada o quanto antes.
Sintomas e tratamento
Os principais sintomas incluem sangramentos, dores na região anal, muco nas fezes, alterações na aparência das fezes, sensação de evacuação incompleta, anemia, perda de peso, inchaço abdominal e mal-estar. Um dos exames preventivos mais solicitados por especialistas é o de colonoscopia.
Outro exame que auxilia no diagnóstico é o Teste FIT, que detecta sangue nas fezes, mesmo que esteja oculto a olho nu. Para tratar a doença, as duas opções são cirurgia para retirar o tumor ou quimioterapia e radioterapia.




