
A Casa Branca anunciou, nesta quinta-feira (17), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica. A condição é caracterizada pela dificuldade das veias em transportar o sangue das pernas de volta ao coração.
De acordo com o cirurgião vascular Rafael Giacobbo, insuficiência venosa crônica (IVC) é o termo técnico usado para se referir ao problema das varizes. O quadro, considerado comum, é causado pela dilatação das veias das pernas.
— O principal fator de risco é a idade. Em pacientes com mais de 70 anos, como Donald Trump, é um problema que acaba sendo mais frequente. Pessoas que têm outros familiares que já sofreram com esse tipo de problema têm maior probabilidade de desenvolver isso. Outro fator importante é a profissão. Quando a pessoa passa muitas horas em pé ou sentada, a circulação acaba ficando sobrecarregada — explica o especialista.
Após a divulgação de fotos nas quais o presidente aparecia com os tornozelos inchados, a imprensa norte-americana levantou suspeitas. Em resposta, a porta-voz, Karoline Leavitt, afirmou que Trump decidiu tornar o diagnóstico público por transparência.
Giacobbo ressalta que edemas nesta área dos membros inferiores é um sintoma comum da condição. A IVC também pode causar sensação de peso ou cansaço nas pernas.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da IVC pode ser feito por cirurgião vascular, através da avaliação clínica e do uso de exames de imagem, como o ecodoppler. Giacobbo afirma que esse teste é responsável por mapear as veias doentes e serve como base para o planejamento do tratamento.
A intervenção vai depender da condição de cada paciente, defende o cirurgião vascular:
— Existem tratamentos para alívio de sintomas, como o uso de meia elástica e algumas medicações. E existem tratamentos ali que são para resolver o problema. Antigamente, existia somente a cirurgia das varizes. Hoje em dia, existem outras técnicas, como o laser endovenoso e a espuma guiada por ecografia, que são procedimentos minimamente invasivos.
Não tratar as varizes pode trazer uma série de prejuízos à saúde e à qualidade de vida. Giacobbo reforça que, além de intensificar os sintomas, a condição tende a se agravar com o tempo, aumentando o risco de complicações como tromboflebite superficial, erisipela e trombose. O quadro também compromete a aparência das pernas.
Manter o peso sob controle, praticar atividade física regularmente e evitar longos períodos sentado ou em pé são medidas importantes para prevenir a insuficiência venosa crônica. Caminhar um pouco a cada hora e fortalecer a musculatura da panturrilha ajuda a melhorar a circulação e reduz o risco de desenvolver varizes.




