
A apresentadora Fernanda Keulla, 39 anos revelou na segunda-feira (7) o diagnóstico de Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune. Através do Instagram, a ex-BBB desabafou sobre críticas e cobranças, apesar do cansaço intenso e das dores frequentes.
— Eu demorei muito tempo para entender que estar doente todos os dias, toda semana, não era normal — disse ela.
O cansaço e a fadiga extrema faziam com que Fernanda cobrasse a si mesma, e mencionou a percepção das pessoas ao seu redor a respeito.
— E cada vez que eu ficava doente, as pessoas falavam assim: "pelo amor de Deus, vá se benzer", "todo dia você tá com uma coisa", "é psicológico, você tá estressada" — desabafou.
A cobrança também vinha dos familiares, que acusavam a apresentadora de não terminar nenhuma das coisas que começava. Fernanda conseguiu chegar ao diagnóstico após um exame de sangue alterado, que a levou a buscar um reumatologista.
O que é Síndrome de Sjögren?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que se caracteriza pela manifestação de secura ocular e na boca, associadas à presença de anticorpos ou sinais de inflamação glandular.
Os linfócitos invadem órgãos e glândulas, sobretudo as glândulas lacrimais e salivares, que ficam prejudicadas, incapazes de exercer as funções normais.
Pacientes com a síndrome também podem apresentar secura na pele, nariz e vagina, além de fadiga, artralgias e artrites. Outros órgãos como rins, pulmões, vasos, fígado, pâncreas e cérebro também podem ser afetados.
A Síndrome de Sjögren Primária ocorre quando o diagnóstico se apresenta isoladamente, sem a presença de outra doença autoimune. Já a Secundária apresenta os sintomas acompanhados de outra doença autoimune, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico ou esclerodermia.
Diagnóstico
A doença é mais comum em mulheres de meia-idade, mas pode se manifestar em homens e em qualquer idade.
Para um diagnóstico, além de todos os sintomas mencionados, também são feitos exames laboratoriais, radiológicos e anatomopatológicos.
Tratamento
Não há cura para a doença, mas intervenções precoces podem melhorar o prognóstico. Os tipos de tratamento irão variar conforme os sintomas e a gravidade.
Em caso de secura nos olhos e bocas, poderão ser utilizados tratamentos com lágrimas artificiais e substitutos de saliva.
Já em casos de manifestações mais graves, remédios anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores podem ser utilizados para melhoras no processo inflamatório.