
A prefeitura de Porto Alegre decretou nesta sexta-feira (16) situação de emergência em saúde pública. A medida tem validade por 90 dias e ocorre devido ao aumento no número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em adultos e crianças. O prazo pode ser prorrogado conforme os indiciadores epidemiológicos.
O documento foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa). De acordo com o decreto, a emergência foi declarada considerando "o cenário epidemiológico das doenças respiratórias e a superlotação de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre e na região metropolitana, com risco de desassistência à população por esgotamento dos serviços de saúde municipais, conforme apontado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS)."
O decreto é requisito para que o município possa buscar aporte extra junto ao Ministério da Saúde. No começo de maio, o governo federal publicou um portaria excepcional para incentivo do custeio de atendimentos envolvendo casos de síndrome respiratória.
A medida vai auxiliar na ampliação de leitos para a Operação Inverno, na compra de insumos e materiais e na contratação de serviços necessários ao atendimento emergencial. Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, Porto Alegre está em nível de alerta para crescimento de longo prazo dos casos de doenças respiratórias.
As faixas etárias mais afetadas são as crianças de zero a quatro anos e os idosos com 60 anos ou mais. De acordo com a Secretaria de Saúde da Capital, houve um aumento progressivo das internações a partir de 6 de abril.
Todos os leitos ocupados
Atualmente, a saúde de Porto Alegre vive um cenário de superlotação e de atenção máxima. As instituições de alta complexidade — São Lucas, Santa Casa, Conceição e Clínicas — operam com restrições. O mesmo é visto nos hospitais de referência para traumatologia e queimados, o Cristo Redentor e o HPS.
Nesta sexta-feira, 4.438 pessoas estão internadas em hospitais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital — lotação de 101%. A maior demanda é para casos respiratórios. Conforme dados do painel de monitoramento, 406 pacientes estão internados com quadros da síndrome.




