
Dados do Censo 2022 divulgados na manhã desta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 20.246 moradores de Porto Alegre têm transtorno do espectro autista (TEA).
É o equivalente a 1,5% da população, o sétimo maior percentual entre as 27 capitais do país. Rio Branco, no Acre, está no topo, com 2%.
No Brasil como um todo, são 2,4 milhões de pessoas no espectro, o que representa 1,2% da população.
Primeiro mapeamento
Esta é a primeira vez que o TEA foi mapeado pelo Censo, pesquisa que faz uma contagem geral da população e suas características.
Em Porto Alegre, 58,4% (11.817) das pessoas com diagnóstico são do sexo masculino e 21,5% (4.353) têm entre zero e nove anos.
Perfil etário da população com autismo em Porto Alegre:
- 0 a 9 anos: 21,50% (4.353)
- 10 a 19 anos: 15,29% (3.096)
- 20 a 29 anos: 13,61% (2.756)
- 30 a 39 anos: 11,72% (2.373)
- 40 a 49 anos: 12,84% (2.599)
- 50 a 59 anos: 9,60% (1.943)
- 60 anos ou mais: 15,44% (3.125)
Educação de pessoas no espectro
As informações sobre TEA do Censo são consideradas essenciais para o desenvolvimento e a aplicação de políticas públicas.
Os números mostram que, em Porto Alegre, 4,5 mil pessoas com autismo estão no ensino regular, desde creche até Ensino Médio. Isso significa que 2,3% dos estudantes de creches e escolas da capital gaúcha estão dentro do espectro.
Se observado o recorte etário de zero a 14 anos, idade dos alunos da creche ao Ensino Fundamental, existem 6.055 crianças e pré-adolescentes com autismo na cidade.
Conforme os dados do IBGE, em Porto Alegre, as taxas de escolarização (percentual da população da faixa etária que está estudando) de pessoas com autismo não têm diferenças significativas em relação às taxas da população geral, exceto na faixa a partir dos 25 anos.
Taxa de escolarização de pessoas com autismo em Porto Alegre:
- 6 a 14 anos: 92,52%
- 15 a 17 anos: 84,88%
- 18 a 24 anos: 39,34%
- 25 anos ou mais: 13,20%
Taxa de escolarização da população geral em Porto Alegre:
- 6 a 14 anos: 96,69%
- 15 a 17 anos: 84,72%
- 18 a 24 anos: 37,46%
- 25 anos ou mais: 8,43%
Apesar de a taxa de escolarização de pessoas com TEA de 25 anos ou mais ser superior à da população geral, o nível de instrução é menor. Ou seja, esse recorte da população tem acesso à educação formal, mas enfrenta dificuldades para permanecer na trajetória escolar ou concluí-la.
De acordo com os dados, 19,9% dos moradores de Porto Alegre dessa faixa etária não têm instrução ou Ensino Fundamental completo. Já dentro do recorte de pessoas com diagnóstico, essa porcentagem sobe para 29,3%.



