
A neblina que cobriu o céu de Porto Alegre no começo da manhã desta terça-feira (14) afetou a operação do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Conforme o painel do terminal, ao menos seis decolagens e uma aterrissagem foram atrasadas.
Segundo a Fraport, concessionária responsável pela operação, apesar dos atrasos pontuais, não houve cancelamentos. Após as 7h30min, todos os voos atrasados decolaram.
Conforme o painel do aeroporto, os voos estavam com embarque encerrado, mas com partida reprogramada para mais tarde. Até as 7h20min, três deles já haviam partido. Uma chegada de Campinas (SP), que deveria aterrissar às 7h55min, agora está prevista para as 8h46min.
Entenda
As paralisações temporárias de pousos e decolagens podem acontecer quando a visibilidade na pista é inferior a 300 metros. A decisão é tomada pela torre de controle, operada pela Aeronáutica, em conjunto com os pilotos das aeronaves.
Em momentos de neblina menos densa, as operações podem ser mantidas. Nesses casos, são acionados procedimentos de baixa visibilidade, com protocolos e equipamentos de sinalização específicos.
O fenômeno é mais frequente em maio, mas pode se estender pelos meses seguintes. A neblina costuma ser mais intensa entre a madrugada e o início da manhã.
Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a névoa é resultado de uma combinação de fatores típicos do outono. Como noites são mais longas e o céu mais limpo, o solo perde calor rapidamente. O ar frio, mais denso, acumula perto da superfície e resfria, fazendo com que o vapor d'água se condense e forme o chamado "nevoeiro de radiação".
Em Porto Alegre, as características geográficas intensificam a formação de nevoeiros. A proximidade com o Guaíba e o Delta do Jacuí eleva a umidade do ar, enquanto os terrenos mais baixos da região facilitam o acúmulo do ar frio, tornando a neblina mais persistente.



