
O início da atuação da nova gestora, que assumirá 28 unidades de saúde da Zona Norte de Porto Alegre, além da farmácia distrital, foi prorrogado para o começo de agosto. A mudança estava prevista para ocorrer na próxima quarta-feira (15), quando o Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG) iniciaria a transição na região.
A prorrogação do prazo ocorre em meio à falta de profissionais em 21 das 38 unidades da Zona Leste, que passaram a ser operadas pelo instituto nesta semana. Conforme levantamento do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), faltavam pelo menos 27 médicos na segunda-feira (6), de um total de 101 que deveriam preencher o quadro.
Em levantamento parcial realizado em 10 unidades nesta sexta-feira (10), o sindicato constatou a ausência de quatro médicos nas unidades Jardim da Fapa, Wenceslau Fontoura, Tijuca e Esmeralda. Nas outras seis – Chácara da Fumaça, Bom Jesus, Jardim Carvalho, Milta Rodrigues, Herdeiros e Vila Brasília (onde faltava técnico de enfermagem) – as equipes médicas estavam completas.
Entre os motivos apontados pela entidade para a dificuldade de preencher as vagas nas unidades das zonas Norte e Leste está a redução dos salários em relação aos valores pagos pela antiga gestão, que era realizada pelo Hospital Divina Providência e pela Santa Casa.
Prefeitura diz que tomará providências
A Secretaria Municipal de Saúde admite que houve uma redução de orçamento para o novo edital, mas diz estar empenhada em buscar alternativas para a questão dos salários e preenchimento das vagas restantes. Conforme o secretário Fernando Ritter, a folha anterior superava o teto das categorias e causava prejuízos para as gestoras anteriores.
A prefeitura afirma que 70% dos trabalhadores permaneceram nas unidades. De acordo com Ritter, a falta de profissionais de diferentes áreas já era um problema nos postos anteriores à alteração de gestão, com uma média de 15% de faltas.
O titular da pasta garantiu que há um monitoramento da transição em andamento e que o IAG será cobrado e penalizado se não cumprir com o contrato. Uma reunião está marcada para este sábado (11) para alinhamentos da primeira semana de atuação.
Sobre as unidades da Zona Leste, o IAG reforçou que só existe “uma vacância de 25 profissionais, cujas vagas já estão sendo substituídas, nos próximos dias, por novas contratações, que estão com documentação em andamento”. O instituto também apontou que "nenhuma unidade de saúde deixou de atender as demandas de pacientes".
Questionado pela reportagem de GZH sobre os postos da Zona Norte, o IAG afirmou que teve mais adesões na continuidade dos profissionais que já estavam nestes locais. O instituto não confirma, no entanto, quantas vagas ainda precisam ser ocupadas.




