
Após cerca de um ano e meio com as portas fechadas, a KSA, popular casa voltada à música eletrônica na Rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de Porto Alegre, está retomando as atividades. O estabelecimento está em soft opening, recebendo apenas convidados, desde quinta-feira (28) e reabre definitivamente a partir do dia 11 de junho.
— Esse era um momento muito aguardado por mim e pelo nosso público, que se manteve mobilizado durante esse tempo todo e também fez força para que essa reabertura ocorresse — afirma Bruna Petró, sócia fundadora do bar.
Instalada em um casarão estilo art déco e construído em 1949, a KSA foi fundada em 2019 como um "bar de audição", dedicado especialmente à valorização da música eletrônica e do trabalho de DJs desta cena.
O empreendimento funcionou até dezembro de 2024, quando um imbróglio comercial entre Bruna e a antiga sócia levou ao fechamento. Agora, Bruna é a única sócia à frente da operação, contando com apoio do companheiro e empresário Gabriel Messias.
— Passamos também por algumas outras dificuldades nessa trajetória, pela pandemia, pela própria enchente, que teve um impacto grande no movimento. Mas queremos deixar todas as dificuldades para trás e focar daqui pra frente — destaca.
Durante o período em que a operação foi interrompida, Bruna investiu em melhorias do espaço, como reforço do revestimento acústico, do sistema de som, novos mobiliários, revitalização do bar e do ambiente interno como um todo.
O empreendimento também contou com uma vaquinha online feita por apoiadores para ajudar nos custos de manutenção do local enquanto as atividades não eram retomadas.
— O mote principal da KSA é a interação de pessoas que são motivadas pela arte, valorizando os artistas da música eletrônica, mas propiciando convívio e troca de experiências com outros músicos, artistas visuais, a galera do cinema, da moda, criando um ambiente bastante plural e multidisciplinar — reforça Bruna.
Além das atividades tradicionais relacionadas à música eletrônica, a KSA também já recebeu outros eventos culturais, como exposições, feiras temáticas e brechós.
Um dos próximos objetivos da proprietária é construir uma cozinha no andar de baixo da casa para oferecer opções gastronômicas aos frequentadores, e também, no futuro, expandir as operações do local para servir almoços durante a semana ou instalar uma cafeteria.


