
Uma elevação de, no máximo, sete milímetros na Bacia do Rio Gravataí. Esse seria o impacto da obra dos pôlderes 7 e 8, na zona norte de Porto Alegre, conforme projeção de estudo encomendado pela prefeitura. Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), o levantamento foi feito considerando os parâmetros da cheia de maio de 2024.
O projeto do dique emergencial para os bairros Anchieta e Sarandi, incluindo o entorno do aeroporto Salgado Filho, foi questionado na Justiça por moradores de municípios vizinhos. A preocupação das comunidades é de que a obra, avançando em Porto Alegre, piore eventuais inundações em cidades ainda desprotegidas.
O projeto prevê "secar" uma área de aproximadamente quatro quilômetros quadrados. De acordo com o Dmae, o impacto é de 0,02% na área da bacia hidrográfica do Rio Gravataí, que possui 2 mil quilômetros quadrados.
— Pode ser considerado impacto de ajustes do modelo hidrológico. É colocar em uma bacia pouquíssimos pingos d'água, o que gera impacto praticamente zero. Cerca seis milímetros numa área de 2 mil quilômetros quadrados, numa rota de sete metros, a gente acredita que seja zerado esse impacto. Tanto que a gente está em vias de aprovação pela Fepam desta obra emergencial — afirma o presidente do Dmae, Vicente Perrone.
Conforme simulação realizada na região onde deve ser construído o dique do Arroio Feijó, por exemplo, o nível subiria no máximo 5,5 milimetros — o que é é considerado irrisório por especialistas no âmbito de proteção contra cheias.
O estudo foi um dos primeiros passos dados pelo Dmae para entender os impactos das obras definitivas de solução de proteção de cheias para Porto Alegre na bacia do Gravataí. Tanto governo do Estado quanto Ministério Público tiveram acesso ao documento.
Na semana que vem, serão conhecidas as propostas das empresas interessadas em realizar o projeto. O investimento estimado é de cerca de R$ 47 milhões, com expectativa de finalização em agosto deste ano.





