
A prefeitura de Porto Alegre deu início a um estudo técnico preliminar para ampliar a produção de grafites e arte urbana em prédios do Centro Histórico. O levantamento visa subsidiar tecnicamente um edital, a ser lançado até o final do ano, para atrair produtoras de arte urbana interessadas em revitalizar fachadas de edificações.
O trabalho está sob responsabilidade da Secretaria de Planejamento e Gestão. Esta etapa consiste em avaliar potenciais edificações candidatas, considerando graus de complexidade, tipos de paredes e equipamentos de segurança que serão necessários.
Atualmente, o Centro Histórico conta com trabalhos realizados em três endereços: a Travessa Passarinho (próximo à Casa de Cultura Mario Quintana), Rua Sete de Setembro e Rua General João Manoel. A ideia é desenvolver um projeto mais ambicioso, que contemple também edificações maiores.
— Isso tudo está muito embrionário porque é um nível de estudo que a gente não tem sequer modelo. A gente quer prever três níveis de complexidade: áreas com até dois metros de altura, uma intermediária e empenas de prédios — adianta Bruna Serrano, coordenadora do programa Centro Mais.
Além do tradicional grafite, os estudos buscam contemplar a iluminação dos espaços, o que terá que ser dialogado com a IPSul, concessionária responsável pela iluminação pública da Capital. As artes serão bancadas pela prefeitura. Ainda não há valores definidos e a expectativa é que possa haver captação de mais recursos, de forma a ampliar o edital.
— Queremos ter responsabilidade com o dinheiro público. Uma arte bem feita em uma parede preparada pode durar em torno de 15, 20 anos. Pode durar bastante tempo — afirma Bruna.
Uma das áreas candidatas a receber novas artes urbanas é o entorno da rodoviária de Porto Alegre. A avaliação é que ações como a revitalização de fachadas, somada à iluminação, ajude a coibir a criminalidade. Conforme a prefeitura, houve queda nas taxas de roubo a pedestres em três ruas próximas à Travessa Passarinho entre 2023 e 2025. Na General João Manoel, a redução foi de 50%; na Siqueira Campos, 69,6%; e na Sete de Setembro, 46,7%.



