
A revitalização do centro comercial Nova Olaria, junto ao empreendimento imobiliário que está dando nova cara ao bairro Cidade Baixa, já tem novas marcas confirmadas para compor o mix de lojas do local. A obra está finalizada, porém, segundo a construtora responsável, aguarda liberação do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para ser devidamente entregue.
O Dmae informou que recebeu o termo da conclusão da obra da extensão de rede de drenagem urbana na quarta-feira (29). A previsão é de que a liberação aconteça na segunda-feira (4).
Inaugurado em 1993, o empreendimento comercial foi fechado na pandemia. O espaço passa por reformas desde 2023, quando a Cyrela Goldsztein iniciou a construção de três prédios residenciais no mesmo terreno. O investimento total previsto é de R$ 190 milhões.
A Dallasanta, empresa dona do terreno, assumiu a curadoria das lojas que ocuparão o espaço. Além das três operações de gastronomia que já assinaram contratos – Balcone (pizzaria), Gianlucca Zaffari (gelato) e Five Points (hamburgueria) -, empresas de outros quatro segmentos confirmaram operações:
- Agência de viagens
- Moda vintage
- Café e açaí
- Cervejaria
A empresa ainda não divulga o nome das marcas confirmadas. São 14 espaços para lojas disponíveis. O local também contará com um plantão de vendas da Cyrela.
A volta de uma operação de cinema no local, por enquanto, ficará na saudade. Os últimos proprietários do antigo Guion não têm vontade de retomar o ponto, e a abertura de nova sala depende do interesse de uma operadora para tocar a operação.
A expectativa é de que as três torres residenciais no terreno atraiam movimento para o comércio que ficará no térreo. O complexo terá acessos pela Rua Lima e Silva e ganhará uma nova entrada também pela Luiz Afonso, ao lado do supermercado Zaffari.
A revitalização buscou manter traços originais do prédio. As tradicionais paredes de tijolos e uma fonte em frente ao antigo cinema Guion foram restauradas. A execução seguiu normas da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc), ligada à Secretaria Municipal de Cultura, que também exigiu que fossem preservadas portas e janelas como foram construídas no passado. Conforme publicou reportagem de Zero Hora em janeiro, um dos espaços terá um memorial para contar a história do Nova Olaria.




