
Cidades gaúchas apresentam queda na qualidade do saneamento básico, de acordo com levantamento anual que avalia os cem maiores municípios brasileiros. A 18ª edição do Ranking do Saneamento, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados, revela que das quatro cidades do RS presentes na lista, três caíram posições em relação ao ano anterior.
Porto Alegre amargou o maior declínio do país na lista, ao lado de João Pessoa (PB), com ambos recuando 14 posições em relação a 2025. Atualmente, a Capital gaúcha aparece na 63ª posição da lista. A queda é explicada, principalmente, pela redução no atendimento de esgoto e pelo aumento nos indicadores de perdas de água.
De acordo com o relatório, apenas 60,04% do esgoto gerado é tratado em Porto Alegre. Além disso, o índice de perdas na distribuição atingiu 46,60%, isso significa que quase metade da água tratada pela cidade é perdida antes de chegar às torneiras, um valor acima dos 25% estabelecidos pela portaria nº 490/2021 do governo federal.
Outras cidades
O movimento de declínio no Estado foi acompanhado por Caxias do Sul, na Serra, que desceu cinco postos para a 56ª posição, e Canoas, na Região Metropolitana, que caiu duas posições, ocupando o 69º lugar.
A única cidade gaúcha que teve crescimento no ranking foi Pelotas, que subiu uma posição e agora ocupa a 77ª colocação, embora ainda figure entre os 10 piores municípios do país no indicador de tratamento de esgoto.
— Apesar dos avanços registrados em diversos municípios no acesso à água potável e à coleta de esgoto, o tratamento do esgoto ainda é o aspecto mais distante da universalização no país e segue como o principal desafio a ser enfrentado (...) A universalização é viável quando há planejamento, investimentos contínuos e boa gestão — ponderou Luana Siewert Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.
Entenda
O levantamento utiliza os indicadores do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), publicados pelo Ministério das Cidades. O relatório é constituído pela análise de índices como nível de atendimento, melhoria do atendimento e nível de eficiência.
Nesta edição, Franca (SP) ocupa a primeira colocação, seguida por São José do Rio Preto (SP), Campinas (SP) e Santos (SP). Santarém (PA), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Várzea Grande (MT) e Parauapebas (PA) foram os piores municípios ranqueados.




