O futuro da televisão e a transformação da experiência dos telespectadores nos próximos anos estiveram no centro de debate na tarde desta quinta-feira (26) no South Summit Brazil 2026.
O painel A TV do futuro e a nova era da conexão entre marcas e públicos: alcance massivo, personalização e interatividade reuniu a CEO da RBS, Patrícia Fraga, e o head de Estratégia e Inteligência de Negócios da Globo, Eliseu Barreira Júnior., que apresentaram as particularidades da chamada TV 3.0.
No começo da conversa, mediada por Marco Matos, comunicador do Grupo RBS, no palco The Next Big Thing, foi exibido um vídeo que detalha como é a TV do futuro, também conhecida como DTV+, uma versão interativa e conectada da TV aberta.
— A televisão aberta chega hoje na casa das pessoas através de um sinal. A TV 3.0 é um segundo sinal, que traz para os aparelhos tradicionais capacidades do mundo digital. Na prática, você está assistindo a um programa e consegue conversar com outras pessoas em tempo real. Ou você vê um jogo de futebol e pode selecionar o locutor daquela partida. É uma tecnologia que combina o melhor dos dois mundos — exemplificou Eliseu Barreira Júnior.
A DTV+ não significa, portanto, apenas um avanço na qualidade de imagem e som dos aparelhos, mas a inserção dos telespectadores no centro da nova experiência.
— Ela tem potencial de revolucionar a nossa forma de consumir TV, por conta da conectividade com a internet. Será uma plataforma digital com interatividade, com a possibilidade de personalização de conteúdos, mas sem perder os dois principais atributos da TV brasileira: alcance de massa e a gratuidade — disse a CEO da RBS.
No futuro, os telespectadores poderão comprar aparelhos para captar o sinal da DTV+ ou dispositivos com a tecnologia. Além disso, a Globo tem uma estação experimental no Rio de Janeiro e deve instalar outra em São Paulo ainda neste ano. A RBS TV será a primeira afiliada a embarcar com a Globo na nova tecnologia.
South Summit 2026
Revolução também na publicidade
As inovações da DTV+ mudam também o modo como os anúncios chegam ao telespectador e o tipo de conteúdo entregue para quem assiste. A ideia é que as publicidades sejam dinâmicas, ou seja, se adaptem à preferência e ao perfil de cada usuário.
— Um banco pode exibir uma propaganda de seguro de vida para mim, enquanto oferece um novo cartão de crédito para a Patrícia. É possível fazer uma série de segmentações, por região, por idade, por interesse de compra, que faz com que as marcas tenham mais assertividade na entrega de sua mensagem — acrescentou o head de Estratégia e Inteligência de Negócios da Globo.
Esse tipo de publicidade, chamada de Dynamic Ad Insertion (DAI) — ou “inserção dinâmica de anúncios”, em português — já está disponível no Globoplay.
Outra tática testada pela emissora foi durante a Black Friday em 2025, quando a Globo fez uma campanha com uma empresa do varejo: o telespectador podia comprar produtos a partir do controle remoto durante o programa Domingão com Huck.
— A gente vem falando há anos sobre a TV do futuro, sobre a DTV+, e esse futuro está chegando, está mais próximo do que nunca: estamos animados em fazer parte de mais uma transformação nessa longa história que a televisão brasileira tem — pontuou Patrícia Fraga.
Presente pelo quinto ano consecutivo no South Summit, o Grupo RBS é strategic media partner do evento.













