
Nos dias que antecedem o South Summit Brazil já é possível perceber mudanças na rotina da cidade. Durante o evento, cerca de 23 mil pessoas, vindas de países espalhados por todos os continentes, circulam por Porto Alegre. Atender um público grande e diverso exige preparação, mas também dá resultado.
Estudo promovido pela Alvarez & Mar sal e divulgado pela organização do evento aponta que o impacto econômico do South Summit Brazil no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, em 2025, foi da ordem de R$ 134 milhões. Os destaques ficam por conta da abertura de 2,1 mil postos de trabalho, do aumento de 29,5% na arrecadação de impostos e da ocupação de 90% da rede hoteleira nos três dias em que o Cais Mauá se torna o epicentro da inovação.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Porto Alegre, Susana Kakuta, explica que a prefeitura chega à edição deste ano com foco na captação de empreendimentos tecnológicos para a cidade. Ao mesmo tempo, olha com atenção para o incremento econômico que o encontro gera.
— Queremos aproveitar ao máximo esse evento, não só sob o aspecto de atração de investimentos, mas também mostrar Porto Alegre como uma cidade preparada para receber os turistas, com impacto muito interessante no setor hoteleiro e na gastronomia. Apostamos nessa estratégia como um dos grandes instrumentos de promoção do município — frisa.
O presidente do Sindicato da Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), Nelson Ramalho, lembra que a cidade passou por um despertar depois da pandemia de covid-19. Por ter chegado justamente nesse momento, em 2021, o South Summit mostrou-se importante para colocar a Capital no cenário mundial.
Receber eventos desse porte e com essa multiculturalidade não é algo novo para a capital gaúcha. Depois do Fórum Social Mundial, no início do século, a Copa do Mundo de futebol masculino talvez tenha sido a experiência mais marcante, em 2014 — no ano que vem será a vez do torneio. Depois disso, foi o South Summit que mobilizou a comunidade novamente. Na sua quinta edição, já virou tradição na cidade.
Para receber visitantes de diferentes culturas e idiomas, o Sindha aposta na qualificação da mão de obra. Segundo Ramalho, a formação de trabalhadores bilíngues, por exemplo, é um processo estruturado em parceria com outras entidades. Elas também trabalham para atender questões como atendimento por períodos prolongados e infraestrutura em geral.
— O setor se prepara com acréscimo de mão de obra para dar suporte dentro do seu índice de lotação, que cresce substancialmente. Ainda não temos previsão exata de percentual, mas é bastante significativo. O mesmo acontece com a rede de restaurantes e o comércio — analisa.
Gastronomia
A diversidade de opções que a cidade ofe rece também é adequada para um evento como o South Summit. O presidente do sindicato lembra que Porto Alegre conta com restaurantes autorais comandados por chefs de diferentes gerações, todos com grande reconhecimento. Isso sem falar no tradicional churrasco, sempre no radar dos visitantes.
— Assim como existe um leque bastante diversificado de visitantes, há também o da culinária. Temos restaurantes que poderiam ser referenciados como importante ponto de gastronomia em qualquer lugar do mundo — garante Ramalho.
E se o assunto é inovação, nada mais adequado do que contar com a tecnologia para frequentar os estabelecimentos da cidade. A barreira do idioma, por exemplo, fica para trás facilmente com o uso de ferramentas como o Google Lens, que ajuda a ler cardápios e demais informações.
— A tecnologia tem facilitado as operações quando nossos restaurantes têm dificuldade de mão de obra — observa o presidente da seccional gaúcha da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Leonardo Vogel Dorneles.
O mesmo expediente funciona para ganhar a atenção dos visitantes. A orientação da entidade é que os estabelecimentos usem as redes sociais para divulgar diferenciais e promoções. Com isso, a expectativa é que a movimentação extrapole o entorno do Cais Mauá e ganhe outras regiões da cidade.




