
Uma clínica clandestina de cirurgia plástica foi fechada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Porto Alegre. A interdição ocorreu na terça-feira (24).
O estabelecimento funcionava no bairro Bela Vista, na zona norte da Capital. No local, foram encontrados produtos sem identificação e falsificados.
Entre os insumos, foram localizadas próteses, um líquido semelhante a silicone, além de aparelhos de sucção sem esterilização. Os materiais foram encaminhados para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen).
Também foram encontrados diversos frascos de 300 mililitros com o mesmo líquido semelhante a silicone. As embalagens estavam rotuladas com os dizeres "Linnea Safe Body Hidrogel, com registro Anvisa n. 80256510006, lote 2007H – Validade: 12/2022".
De acordo com a Anvisa, constatou-se que a referida licença pertence na verdade ao produto Linnea Safe, regularmente registrado e composto por polimetilmetacrilato (PMMA), indicado para procedimentos de preenchimento com finalidade reparadora. A empresa, no entanto, não fabrica embalagens de 300 mililitros. A licença sanitária prevê apenas a venda em seringas pré-preenchidas de 1 mL, 3 mL ou 5 mL.
A clínica fechada na terça-feira não tem licença sanitária ou alvará. Um médico que estava no local foi preso em flagrante. A ação contou com apoio da Vigilância em Saúde de Porto Alegre.


