
Após 10 anos, Porto Alegre terá um novo censo da população em situação de rua. O termo de execução foi assinado na terça-feira (11) entre a prefeitura e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O investimento será de R$ 1,93 milhão, financiado pelo Executivo municipal junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.
O último trabalho semelhante realizado, em 2016, apontou a existência de 2.115 pessoas em situação de rua na Capital. A pesquisa vai produzir um diagnóstico completo da situação, como explica a professora da UFRGS e coordenadora do censo Luciana Papi:
— O projeto todo tem quatro etapas. O censo é apenas uma delas. Ele é composto, também, de uma fase de avaliação da política pública, em que se olham os serviços que estão envolvidos. Tem, ainda, uma etapa para mapear e identificar as ações da sociedade civil. E uma outra etapa que é de gestão de dados, voltado à inteligência e à transparência da política pública.
O trabalho terá início em março, em razão do fluxo de pessoas para o Litoral. Até lá, a UFRGS vai realizar a capacitação dos agentes de campo. Os primeiros resultados devem ser conhecidos seis meses após o início do levantamento — portanto, em setembro do ano que vem. O estudo completo levará 18 meses, devendo ficar pronto somente em setembro de 2027.


