
Uma mulher é suspeita de ter causado o incêndio que atingiu uma antiga casa no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, na quarta-feira (12). O fogo foi rapidamente combatido pelo Corpo de Bombeiros. Dentro da casa, duas moradoras foram resgatadas pelos agentes. Elas são filha e mãe — esta com 99 anos.
Oficialmente, os bombeiros não apontaram uma causa para o incêndio, mas moradores relataram ter visto alguém próximo da casa antes das chamas começarem. A suspeita se confirmou de acordo com imagens de câmera de segurança obtidas pela RBS TV.
No vídeo (veja abaixo), uma mulher aparece chegando próximo da casa e tentando chamar alguém por vários minutos. A insistência é tamanha que ela consegue abrir a janela da casa, mesmo pelo lado de fora.
Depois, segue tentando chamar por alguém. Ainda sem reposta, a mulher pega algo em uma bolsa e estende a mão para dentro da residência por alguns segundos. Em seguida, fecha a janela e acende um cigarro.
A suspeita permanece fumando na frente da casa por mais alguns minutos, até os primeiros sinais de fumaça surgirem pelas fresta da janela. E então, ela deixa a região.
Minutos depois, com as chamas mais intensas, um pedestre que passava pela área tenta arrombar a porta da casa para prestar socorro, mas com o fogo já bastante intenso, ele não consegue acessar o imóvel.
Polícia Civil investiga o caso
O delegado Arajibe Rocha Pinto, titular da 10ª Delegacia da Polícia Civil da Capital, investiga o caso. Ele diz que a polícia também já está em posse das imagens e que deve ouvir testemunhas em busca de mais detalhes sobre caso. O objetivo é identificar quem é a mulher que aparece nas imagens.
— Foi instaurado inquérito e recebemos as imagens. Analisando, a priori, seria um incêndio criminoso causado por uma mulher ainda não identificada. Vamos localizar e ouvir as moradoras da casa e pessoas da região. O objetivo é identificar a autoria o mais rápido possível — explica o delegado.
A polícia também aguarda resultado da perícia no local. A casa foi interditada pela Defesa Civil e tapumes foram colocados nos espaço da porta e janela, agora destruídas pelo fogo.
Segundo o delegado, a pena para esse tipo de crime pode variar de três a seis anos de prisão. Com acréscimo de até um terço em razão de ser uma residência habitada.





