
Quem passa pela esquina da Avenida João Pessoa com a Venâncio Aires, na região central de Porto Alegre, pode perceber diversas esferas de concreto dentro do pátio da Casa dos Conselhos Municipais. Um pouco mais de 30 desses objetos estão em um canteiro, na grama, no local onde também funciona a subprefeitura do centro.
As esferas foram instaladas em julho pela prefeitura no Centro Histórico, no Largo Glênio Peres, para serem utilizadas como balizadores de chão, delimitando o espaço onde os carros podem circular e estacionar.
Conforme a prefeitura, parte delas foi retirada do local na última quarta-feira (5), quando a população removeu para facilitar a passagem dos bombeiros durante o incêndio que destruiu dois casarões na Praça XV. Ainda não há previsão de quando elas serão reinstaladas.
Outra parte foi levada para o local no final de outubro a pedido da organização da Feira da Agricultura Familiar, que foi instalada no Largo Glenio Peres. A retirada foi autorizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).
De acordo com a Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (Smgov), os itens foram deixados temporariamente na subprefeitura, mas só devem ser instalados novamente no Centro Histórico em 14 de dezembro. Isso porque haverá também no Largo Glênio Peres a Feira Estadual de Economia Popular e Solidária do Rio Grande do Sul, que também acordou com a prefeitura para que as esferas só sejam recolocadas depois que a estrutura da feira for desmontada.
Com design futurista, cada esfera pesa 52 quilos e tem 35 centímetros de diâmetro. Ao todo, foram colocados 128 objetos no entorno do Mercado Público, em volta das fontes d'água e nos limites entre o passeio de pedestres e a pista para veículos. A reportagem de Zero Hora registrou que elas chegaram a ser danificadas ainda em setembro.
A prefeitura não divulgou o valor unitário das esferas, apenas informou que esses itens fazem parte das obras de recuperação e revitalização da Praça XV e do Largo Glênio Peres viabilizadas por meio de Termo de Aquisição de Solo Criado por Contrapartida (TASCC) firmado com a empresa Cyrela Sul Empreendimentos Imobiliários, com investimentos de R$ 601.853, e foram viabilizadas pelo Escritório de Reconstrução e Adaptação Climática.


