
O vereador Coronel Ustra (PL) pediu autorização para entrar armado na Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quarta-feira (15).
A solicitação ocorreu após vereadores da oposição pediram que os portões da Câmara fossem abertos para a entrada de manifestantes contrários à concessão do Dmae, que está prevista para ser votada nesta quarta-feira. O pedido foi acatado pelo vereador Márcio Bins Ely (PDT), que presidia a sessão no momento.
De acordo com Juliana de Souza (PT), os vereadores foram informados, no início da tarde, que entraria em vigor um protocolo de segurança restringindo a entrada no Legislativo. A parlamentar Natasha Ferreira (PT) pediu, então, que fosse liberada a entrada do público:
— Nós estávamos lá fora, tem crianças, tem mulheres, que estão no sol. Não conseguem acessar a casa por conta também de banheiro.
Contrariado com a proposta, o parlamentar do PL encaminhou o pedido pela liberação do trânsito com arma.
— Gostaria de pedir que os vereadores que possuem porte de arma de fogo possam, se abertos os portões, andar armados aqui no plenário. Pela nossa segurança — solicitou o parlamentar como uma questão de ordem.
Enquanto a questão era discutida no plenário, no lado externo, manifestantes e a Guarda Municipal entravam em confronto.
— Estão batendo em todo mundo lá na rua. Estão jogando bomba — protestou o vereador Jonas Reis (PT) em sua fala. Em resposta, Ely suspendeu a sessão.
O tumulto seguiu na entrada da Câmara. A Guarda Municipal usou balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta para conter os manifestantes.
Os vereadores Grazi Oliveira (PSOL), Atena Roveda (PSOL), Giovani Culau (PCdoB), Erick Dênil (PCdoB) e Juliana de Souza (PT) e o deputado estadual Miguel Rossetto (PT) foram diretamente atingidos.
Suspensa às 15h37min, a sessão foi retomada às 18h19min, durando menos de 20 minutos. Neste tempo o requerimento de Ustra não foi posto em votação.


