
Após menos de dois meses, algumas das curiosas esferas de concreto que surgiram no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre, foram arrancadas de seus lugares originais. As estruturas servem como balizadores, usados para limitar o espaço onde os carros podem circular e estacionar.
Nesta semana, a reportagem de Zero Hora viu ao menos quatro esferas de concreto fora de suas posições originais. Três delas ficavam presas em paralelepípedos ao redor da fonte do largo, que está desativada, e estão jogadas no entorno.
Questionada, a prefeitura afirma que se trata de atos de vandalismo.
No entanto, funcionários e donos de bancas do Mercado Público dão outra versão: afirmam que as estruturas saíram de suas posições devido a batidas de carro.
— Imagina só. Tu dá uma encostadinha e já pode sair do lugar — diz o motorista Jorge Luiz Guedes, que, por pouco, também não bateu em uma das esferas na tarde desta quinta-feira (18).

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb), que faz a manutenção de parques e praças de Porto Alegre, diz que vai recolocar as esferas em suas posições originais na próxima semana.
A instalação dos objetos fez parte da obra de revitalização do largo, junto de melhorias na Praça Quinze de Novembro, iniciada em março deste ano pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).
Design futurista
Com design futurista, cada esfera pesa 52 quilos e tem 35 centímetros de diâmetro. Ao todo, foram colocados 128 desses objetos no entorno do Mercado Público, em volta das fontes d'água e nos limites entre o passeio de pedestres e a pista para veículos.
As esferas são encaixadas no solo com uma barra roscada. Os objetos são esmaltados com verniz, facilitando a retirada de eventuais pichações. A ideia, segundo o diretor de Áreas Verdes da Smamus, Alex Souza, é instalar esse tipo de balizador também em outras áreas da cidade, como na orla de Ipanema.
O mobiliário foi desenhado pela italiana Metalco e produzido na filial da empresa em Flores da Cunha, no interior gaúcho. A indústria também é responsável pelos "stones", bancos em formato de pedra colocados em parques e praças de Porto Alegre.



