
Os motoristas e usuários do transporte público que circulam diariamente pelo Viaduto Jorge Alberto Mendes Ribeiro, no cruzamento das avenidas Carlos Gomes e Tarso Dutra, na Terceira Perimetral, e Protásio Alves, precisam ficar atentos: a estrutura passará por obras, impactando o trânsito na região.
A obra prevê a substituição de parte do asfalto do corredor de ônibus da Avenida Protásio Alves, recuperação dos paredões do viaduto, passarelas e escadarias, além da manutenção do sistema de drenagem.
O trabalho é necessário para tratar fissuras e demais problemas identificados para, assim, evitar que a situação se agrave.
— É um dos cruzamentos com mais trânsito em Porto Alegre. O tráfego é pesado. Passam ali algumas centenas de viagens de ônibus todos os dias e milhares de veículos. Isso tem um impacto no pavimento. O uso diário de forma intensa faz com que a gente precise, de tempos em tempos, fazer as correções — explica o secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores.
O que deverá ser feito
A manutenção do corredor de ônibus na Avenida Protásio Alves está entre as etapas mais complexas. A estrutura é de concreto e já apresenta fissuras devido ao desgaste diário. Conforme prevê o edital, será preciso demolir parte da pista e instalar novas placas de concreto para recuperar a via.
Outro ponto de atenção é a recuperação dos paredões do viaduto, que ficam no nível da Avenida Carlos Gomes. Apesar de ter recebido, há pouco tempo, uma nova pintura, são visíveis diversos danos à estrutura, como rachaduras, plantas nascendo no meio do concreto e canos expostos.
Quando começam as obras
A obra deve iniciar cerca de 30 dias após a assinatura do contrato, esclarece André Flores. O secretário explica que o trabalho será feito em etapas para não causar grande impacto no trânsito. Entre as alterações temporárias previstas está o bloqueio de uma das faixas da Avenida Carlos Gomes, para recuperação dos paredões, e o desvio dos ônibus na Avenida Protásio Alves, para substituição da pista de rolamento.

— Como a gente não vai trancar tudo, o que seria bem mais rápido, mas também causaria um caos de mobilidade na cidade, iremos fazer intervenções parciais. Isso tem que ser coordenado. Só pode começar de um lado quando terminar do outro, para causar o mínimo de impacto — conta Flores.
Enquanto isso, seguem outras intervenções de melhorias no viaduto. Atualmente, está ocorrendo a manutenção dos elevadores e das escadas rolantes, que já funcionam parcialmente, da iluminação e da subestação elétrica que existe no local.
Edital
O edital prevê um orçamento de R$ 10,3 milhões. A abertura das propostas ocorre no dia 15 de julho.

A ordem de serviço foi publicada antes do dia 10 de janeiro, mas só foi aberta no dia 25 de junho. Isso porque precisou ser suspensa três vezes para revisão e ajustes técnicos que impactavam no orçamento.

