
O Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto-RS) aprovou o projeto-piloto de uma motofaixa na Avenida Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre.
O delegado sindical do Sindimoto-RS, Lincoln Silveira, afirma que a faixa é reivindicada pela categoria há pelo menos quatro anos junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Ele acredita que a nova sinalização traz mais segurança aos motociclistas.
— Acho que vai agregar sim. Vai agregar porque a faixa de segurança, por exemplo, agrega. Pode dizer que tem acidente na faixa de segurança, tem gente que não respeita? Tem, mas a maioria respeita a faixa de segurança. E o intuito da motofaixa é isso, respeitar o espaço das motos no trânsito — afirma.
Agora, Silveira acredita que o desafio será a educação dos motoristas para respeitar a sinalização do espaço. Ele conta que precisou amputar uma perna em razão de um acidente de moto em 2020 e cita a imprudência como o principal perigo para a categoria no trânsito.
— Quando eu falo imprudência, é aquele negócio de você respeitar, de dar ao lado, de não pensar que o teu compromisso é o mais importante que todos os outros. Entender que todo mundo tem que chegar — destaca.
O Sindimoto-RS estima que há cerca de 120 mil motociclistas em Porto Alegre, dos quais 40 mil são profissionais.
Nova sinalização
A sinalização da motofaixa foi feita num trecho de quatro quilômetros da Avenida Assis Brasil, entre o Terminal Triângulo e a região da rótula da Fiergs, no sentido Porto Alegre/Cachoeirinha.
Segundo a EPTC, por enquanto, a marcação não muda nada no trânsito na região. A prefeitura aguarda autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para começar a operar o que será a primeira motofaixa da cidade.
Ainda não há prazo para o posicionamento da Senatran, mas o Executivo estima uma resposta e instalação ainda no segundo semestre deste ano.
A velocidade permitida na motofaixa será a mesma da via em que ela será implantada. Em boa parte da cidade, a velocidade máxima nas vias de maior fluxo é de até 60 quilômetros por hora.





