As obras de reconstrução do dique do Sarandi, na zona norte de Porto Alegre, foram retomadas na manhã desta sexta-feira (27). Os trabalhos que pretendem aumentar a proteção contra enchentes no bairro devem durar por, no mínimo três meses.
Por volta das 11h uma retroescavadeira chegou ao terreno localizado na Rua Aderbal da Rocha Fraga e iniciou a demolição e a limpeza de uma casa já abandonada.
O objetivo é limpar a área para que seja feito o talude do dique. A estimativa é que a estrutura seja elevada para 5,8 metros.
— A várzea do Rio Gravataí ainda segue elevada. Então, a gente tem esse impedimento inicial de fazer todo o dique por causa da altura do rio, mas a gente acredita que baixando o rio e tendo essa frente de trabalho, consiguiremos iniciar o alteamento — diz o diretor-executivo do Dmae Vicente Perrone.
A prefeitura de Porto Alegre prevê um trabalho de no mínimo três meses, podendo se estender por conta das condições climáticas e do processo de remoção dos moradores.
O recomeço dos trabalhos ocorreu após uma autorização da Justiça, permitindo o andamento parcial das obras, desde que mantendo as residências em que ainda têm moradores.
Cumprindo a medida judicial, a prefeitura iniciou a instalação de placas destacando que as casas habitadas não serão atingidas. Atualmente são seis famílias que permanecem no dique. Um morador está de mudança e deixará a área hoje.
As demais ainda estão aguardando um desfecho do programa Compra Assistida. Quatro já estão com contrato assinado e as outras três estão aptas a pegarem a chave.
Laudo técnico
Na última quinta-feira a Justiça havia determinado que a prefeitura de Porto Alegre apresentasse um laudo técnico comprovando a necessidade urgente de remoção das casas ainda ocupadas na Rua Aderbal Fraga.
Na decisão, o juiz Mauro de Borba também solicitou que o município informe para onde pretende levar as famílias afetadas e quais são as condições desses locais.
Dique teve infiltração e começou a vazar água
Na quarta-feira, o dique apresentou infiltração, e a água começou a vazar durante a tarde.
A população acompanhou aflita a situação. A prefeitura deu início, então, a uma medida paliativa, para conter o vazamento.


