O terreno de uma praça no bairro Auxiliadora fará parte de um novo empreendimento imobiliário em Porto Alegre. A área, que fica na esquina entre as ruas 24 de Outubro e Silva Jardim, pertencia à Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. O espaço foi negociado com uma construtora no ano passado. Valores não são divulgados pelas partes.
A ideia é erguer, no local, um edifício. O projeto está sendo tocado pela TDG em parceria com a incorporadora Vanguard, do Grupo Plaenge, com sede no Paraná. Além do terreno onde ficava a praça, as empresas adquiriram outros dois imóveis ao lado, onde funcionava a gráfica D 21 e a pet shop Mundo Animal, ambas na Rua Silva Jardim.
O terreno onde ficava a praça pertencia à Arquidiocese de Porto Alegre desde 1920. Devido a um gravame, uma restrição sobre o uso de áreas verdes, não era permitido que fosse construído qualquer tipo de edificação no espaço. Em 2023, a prefeitura de Porto Alegre acatou um pedido da igreja para a retirada do impeditivo. Após isso, a área chegou a ser anunciada para locação pela imobiliária Rial.
Há quatro meses, depois da compra do terreno pelas construtoras, tapumes de cor preta foram instalados em volta da antiga praça e dos imóveis ao lado. O projeto do futuro edifício ainda está em fase de aprovação na prefeitura e, por este motivo, as empresas preferem não dar detalhes sobre o empreendimento.
"O projeto ainda está em fase de finalização, por isso não há imagens ou mais detalhes disponíveis neste momento", diz a Plaenge em nota.
Vizinhos estão curiosos

A gráfica D 21 deixou o local no ano passado e transferiu a operação para a Rua Anita Garibaldi. Já a pet shop Mundo Animal deixou de existir. A área da antiga praça faz falta aos vizinhos, relataram moradores à Zero Hora.
— Sempre foi um espaço cercado, mas aberto para a vizinhança. Eu cresci indo ali com minha família, sempre morei no bairro e hoje tenho negócio na frente. É uma pena perder este espaço — lamenta Lise Couto, dona de um salão de beleza na Silva Jardim.
O aposentado Gilmar Severino, morador da região, diz que também sente falta da antiga praça.
— Esperava as missas da igreja com minha esposa sentado na praça. Ela já se foi, assim como a praça. Não sou contra novos edifícios, mas seria bacana se mantivessem este espaço — pede Gilmar.
