Acabou o mistério: o restaurante que se instalará em um prédio inacabado no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, é de uma marca gaúcha. Criada em 2021 na cidade de Serafina Corrêa, a Don Antônio assumiu o ponto na esquina entre as ruas Vasco da Gama e Felipe Camarão no começo deste ano. Desde então, a obra avançou e ficará pronta em agosto, prometem os sócios.
O investimento para abrir o restaurante chegará a R$ 2 milhões. Essa será a segunda unidade franqueada da Don Antônio no Estado — a primeira fica em Bento Gonçalves, na Serra. A loja da Capital terá 555 metros quadrados, distribuídos em três andares, incluindo um terraço. Serão 160 lugares para clientes.
— O Bom Fim parece uma cidade do interior dentro de Porto Alegre. O pessoal caminha, passeia com o cachorro, conhece os vizinhos. Lembra muito de onde nós viemos. Nos sentimos em casa — diz a dona da marca, Dalila Stefenon Nalin, que toca o negócio com o marido, Júlio Sérgio Nalin.
Todos os ambientes do restaurante terão mesas e um balcão com torneiras de chope. No cardápio, haverá carnes, hambúrgueres, massas, risotos, porções e pratos feitos com preço mais baixo no horário do almoço. Ao todo, serão 30 funcionários trabalhando no atendimento.

Expansão
As operações da Don Antônio são inspiradas em antigas estações de trem, o que reflete na decoração das lojas. Para abrir uma franquia da marca, o investimento parte de R$ 800 mil, com retorno previsto para até 24 meses depois do pleno funcionamento da operação.
O negócio mistura cafeteria e pub em um único ambiente, funcionando da manhã à noite.
— Se a pessoa quiser tomar um café da tarde à noite ou um drinque às 8h da manhã, ela pode. Nosso cardápio estará disponível de forma completa em todas as partes do dia — diz Júlio Sérgio Nalin.
Além da loja de Porto Alegre, a empresa negocia para abrir um ponto em Santa Catarina ainda este ano.
— Queremos levar a Don Antônio para todo o país, pegando um pouco da culinária de cada cidade — completa Dalila.
Prédio inacabado
A obra do prédio na esquina da Vasco da Gama com a Felipe Camarão começou em meados da década passada e receberia uma agência bancária, mas a negociação com a instituição financeira foi desfeita durante a construção.
O dono do imóvel, Ricardo Ely, diz que chegou a negociar o imóvel com mais de 10 marcas desde a desistência do banco pelo ponto. Enquanto isso, a obra chegou a ser retomada e paralisada mais de uma vez.
A volta dos trabalhos com mais intensidade se deu em fevereiro deste ano, após o empreendimento receber aprovação de projetos complementares na prefeitura. Agora, está sendo feita a fachada, que recebe elementos em alumínio e ferro — 70% da obra está pronta.




