
O alto volume de chuva que atingiu Porto Alegre nas últimas horas já causou alguns pontos de alagamento na Capital, principalmente na Zona Norte. Contudo, segundo a prefeitura, não há recomendação para evacuação geral de nenhuma área da cidade, pelo menos neste momento.
Conforme o Executivo municipal, a Defesa Civil mantém contato permanente com lideranças comunitárias e monitora em tempo real os pontos críticos com acúmulo de água e nas localidades mais vulneráveis da cidade.
Apesar de não haver orientação para evacuação total de nenhum local, o cenário está em constante avaliação. Qualquer necessidade será comunicada oficialmente por SMS, WhatsApp institucional e todos os meios oficiais de comunicação da prefeitura.
Município prepara abrigos
Mesmo assim, a prefeitura da Capital informa também que as pessoas que não se sentirem seguras para ficar casa e preferirem ir para um abrigo podem acionar a Defesa Civil para maiores orientações, ligando para o número 199.
A prefeitura está montando dois abrigos de emergência para receber a população, conforme necessidade e demanda:
- Zona Norte: KTO Arena, antigo Pepsi on Stage, em frente ao Aeroporto Salgado Filho
- Zona Sul: ginásio do Calábria, Rua Mississipi, 130, Restinga
Monitoramento do Guaíba
Por meio da Defesa Civil Municipal e do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemadec), o Guaíba está sendo monitorado de forma contínua. Os níveis estão em elevação, mas ainda abaixo das cotas de alerta e de inundação.
Segundo a Defesa Civil, o Guaíba deve começar a receber um volume hídrico maior a partir da chuva nos seus afluentes entre hoje à noite e amanhã. Por enquanto, as projeções não indicam um volume que possa ultrapassar a cota de inundação no Cais Mauá, no Centro Histórico.
A prefeitura alerta que a cota de inundação na Região das Ilhas poderá ser superada nos próximos dias, caso o volume de chuva se mantenha elevado.
De acordo com uma projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS, o volume do Guaíba deverá continuar se elevando até chegar em um nível máximo por volta do sábado e do domingo, a depender principalmente do quanto continuará chovendo nas regiões banhadas pelo Rio Taquari. Conforme destaca o IPH, o Rio Taquari, por estar em área muito declivosa, é o afluente que pode gerar subidas mais rápidas no volume do Guaíba.
Ainda assim, a desta semana não deve causar um cenário similar ao vivido na enchente de 2024, segundo o IPH.
— Até o momento, o acumulado é bem inferior aos volumes do ano passado. Por isso, projetamos que não será algo parecido com maio de 2024 — afirma o professor Rodrigo Paiva.


