
Com dia ensolarado e temperatura agradável nesta quinta-feira (10), os participantes do South Summit Brasil 2025 voltaram a lotar os pavilhões do Cais Mauá, que recebe o evento pelo quarto ano consecutivo. Entre as milhares de pessoas que passam pelo espaço, às margens do Guaíba, estão empresários, estudantes e representantes de startups, que buscam aprendizado, troca de ideias, contatos, conexões, investimento e mais visibilidade para seus negócios.
Um dos presentes é o desenvolvedor de software Victor Madrid, 21 anos. Com a marca da startup Vease na camiseta, o jovem busca atrair clientes e investidores para o serviço, que usa inteligência artificial com o objetivo de personalizar assistentes virtuais de empresas. Ele atua na área mobile da empresa.
— Aqui é muito legal, porque você vai numa startup, começa a conversar com a pessoa e, quando vê, já tem alguma coisa em comum — diz.
Além da vitrine, o evento também proporciona troca de experiências e soluções por meio dos painéis e da conversa nos corredores, segundo o desenvolvedor.
— Encontrei alguns desenvolvedores aqui, e tivemos uma troca muito legal. Também fui a algumas palestras, e é muito divertido aprender, absorver bastante informações importantes.

Ideias e conexões
Chama atenção, entre o público, a variedade de idades. Destaque para os jovens, que buscam ampliar o conhecimento em suas áreas de atuação e trocar ideias e conexões com pessoas consolidadas no ambiente de tecnologia e inovação.
Os estudantes da PUCRS Matheus Jefremovas Azevedo, 21 anos, que cursa Ciências da Computação, e Pedro Ernesto Segabinazzi Viganico, 20 anos, da área de Sistemas de Informação, circulavam pelo evento na tarde desta quinta-feira.
— É a primeira vez que eu venho. Agora já estou inserido no mercado de trabalho, sou estagiário de desenvolvimento. Então, vim ter uma ideia de como está funcionando o mercado, o que está em alta e também avaliar como as startups estão operando e, quem sabe no futuro, desenvolver alguma coisa, pegar umas ideias — destaca Azevedo.
Já Viganico afirmou que o evento atualiza os principais ramos que estão em alta no mercado e entrega informações preciosas para quem está tentando engatar uma jornada de sucesso no âmbito do empreendedorismo.
— Antes mesmo do South Summit, já tinha tentado implementar algumas coisas na faculdade, como startups. Já tentei desenvolver ideias e acho que o South Summit está contribuindo bastante para essa questão, mostrando os negócios que a gente pode estar colocando em pauta, que tipo de coisa podemos fazer para engrenar uma nova empresa, por exemplo — avalia.

Natural de Triunfo, o analista de sistemas Nicolas Santos, 25 anos, visita o evento pela segunda vez, com o objetivo de analisar como seria o debate sobre resiliência climática após a inundação de 2024. Ele afirma que achou interessante como os temas sustentabilidade, prevenção e métodos para evitar novas tragédias estão em destaque nesta edição.
Também citou a discussão sobre inteligência artificial.
— É muito legal vir aqui e poder escutar lideranças de empresas muito grandes, ver a visão delas de como vai impactar a inteligência artificial no futuro do trabalho, que é um tópico tão em alta.

Busca por melhor desempenho
O South Summit tem sido também, cada vez mais, palco para juntar empresas de diversos segmentos em busca de mais efetividade, redução de custos, sustentabilidade e agilidade em cada um desses processos.
Luiz Nepomuceno, diretor da empresa Becomex, de Porto Alegre, que atua na área de consultoria tributária e aduaneira, enxerga no ambiente de inovação do South Summit o poder de aprimorar o serviço que oferece aos seus clientes.
— Uma das coisas que eu tenho visto como carro-chefe aqui é a inteligência artificial, que é algo que nós utilizamos muito no processo para poder atender os nossos clientes. Então é um tema que está muito em voga e é importante pegar diversas visões para construir aquilo que é preciso.





