
O surto de valorização no bairro Marechal Rondon, em Canoas, levou à multiplicação das placas de "vende-se" em terrenos localizados nas proximidades do Parque Getúlio Vargas. Casas que eram oferecidas por cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil agora estão anunciadas por mais de R$ 1 milhão, estimulando famílias que vivem há décadas na região a abandonar o antigo endereço. Aproximadamente, em média, conforme avaliações de imobiliárias locais, o valor do metro quadrado de novos imóveis passou de R$ 4 mil para até R$ 7 mil.
A moradora Rose Catarina Rodrigues, 48 anos, vive no local desde que nasceu. Agora, com a grade frontal do terreno repleta de anúncios de imobiliárias, está disposta a entregar o imóvel a quem pagar a cifra milionária e a se mudar com os dois filhos para outro bairro do município. Quando chegaram a cogitar a venda da casa em outra oportunidade, cerca de quatro ou cinco anos atrás, o preço foi estipulado na metade do atual.
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– A nossa foi a segunda casa da região. Só tinha uma estrada de chão aqui. Agora, mudou tudo – observa Rose.
A moradora considera que o valor está dentro da nova realidade do bairro.
– Aqui ao lado, estão pedindo R$ 1,2 milhão – compara.
A filha trabalha em um posto de combustíveis nas proximidades. Em razão do aumento exponencial no fluxo de pessoas e veículos nas redondezas, a administração do posto já se mobiliza para ampliar o horário de funcionamento. Rose só lamenta que, caso consiga vender em breve seu imóvel, não poderá usufruir da infraestrutura que se instalou na vizinhança:
– É uma pena, vai ter de tudo aqui. Mas pretendo vir passear.



