É um dia que a nossa cidade comemora, resultado de uma ampla mobilização da sociedade gaúcha e que vai coroar o esforço de todos aqueles que acreditam que a ampliação da pista do aeroporto de Porto Alegre é fundamental para o desenvolvimento da nossa economia do estado. A prefeitura está fazendo a sua parte e continuará atendendo as demandas da Infraero para que a obra seja executada o mais breve possível.

A ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho está oficialmente autorizada pelo Conselho de Administração da Infraero. A decisão de executar o empreendimento foi tomada nesta terça-feira, em reunião do colegiado em Brasília. O conselho confirmou a posição defendida pelo presidente da Infraero, Gustavo do Vale, um dos integrantes do grupo.
Com a aprovação, a empresa pública está autorizada a avançar nos trâmites para licitar a ampliação da pista em 920 metros, que terá 3,2 mil metros de extensão, apta a receber voos de cargas e passageiros de maior porte.
Realizada pelo regime diferenciado de contratações (RDC), a concorrência pública contratará responsável pelo planejamento, projetos e execução da obra, que está condicionada à disponibilidade de orçamento e à remoção ou rebaixamento de obstáculos para construção, como a retirada das famílias da Vila Nazaré. O contrato só será assinado se as condicionantes forem atendidas.
A Infraero evita falar em custos, mas o valor estimado chegaria a R$ 1 bilhão, com recursos do PAC 3, que ainda não foi lançado pela presidente Dilma Rousseff.
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No início do mês, o presidente da Infraero afirmou que a licitação deveria ser se alongar por seis meses. O vencedor teria quatro anos para concluir a obra, ou seja, se a construção se iniciar em 2015, a pista ampliada ficará pronta em 2019.
Discutida há quase duas décadas para amenizar gargalos da infraestrutura gaúcha, a ampliação da pista virou o centro de uma polêmica quando o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, defendeu a opção de deixar projeto de lado para priorizar a construção de um novo aeroporto em Portão. O Salgado Filho seria concedido para iniciativa privada, que ergueria o novo terminal na Região Metropolitana e administraria as duas estruturas.
A escolha do ministro provocou a reação do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que buscou apoio dentro do governo federal para manter a ampliação da pista. Após um pouso forçado de um avião da Azul na Base Aérea de Canoas, Padilha reviu sua posição e passou a defender a ampliação. A solicitação para o conselho aprovar a ampliação foi feita pelo próprio ministro.
Veja a manifestação do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, sobre a decisão:

