Duas linhas da Carris estão com atividades paralisadas desde o meio-dia desta quarta-feira. O motivo: os funcionários da empresa estão se manifestando pela falta de segurança para trabalhar, após três assaltos a linhas da empresa, dois ocorridos nesta terça-feira e outro nesta quarta-feira, pela manhã.
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Na sexta-feira passada, trabalhadores da Carris fizeram paralisação e assembleia. No encontro, ficou acertado que o grupo aguardaria uma manifestação das autoridades e reavaliaria a questão em assembleia na tarde desta quarta-feira, às 16h30min.
- Teve um assalto ontem de manhã, às 11h, na linha T3, ontem às 19h, na linha Antônio de Carvalho, e hoje pela manhã na linha T4, também na Antônio de Carvalho. A maioria dos assaltos ocorre sempre no mesmo ponto, na parada em frente a um supermercado. Nós, trabalhadores, não achamos que há segurança de operar a linha - afirma Luis Afonso Martins, delegado sindical da Carris.
- Parece que a T4 é paralisação total e a T3 estaria funcionando parcialmente. É o que sei até agora - disse o presidente da Carris, Sérgio Zimmermann.
Segundo Zimmermann, a ocorrência de assaltos nessas linhas não é um problema novo:
- São sempre nas mesma linhas. Temos feito reuniões mensais com a Brigada Militar, que tem feito algumas ações, mas os assaltos persistem.
Será marcada uma reunião com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, e com o secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Airton Michels, para tratar do assunto.
A prefeitura de Porto Alegre confirmou que as linhas dos ônibus T3 (24 veículos) e T4 (21 veículos), da Carris, estão temporariamente fora de operação, em função de um protesto de funcionários por segurança nos trajetos. "A mobilização impacta no transporte de passageiros das zonas Sul e Norte e da região central. Como não há linhas semelhantes no sistema, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) sugere que os usuários façam integração com outras linhas na área central, que é abastecida por ônibus de todas as regiões. Não há previsão para retorno das atividades", informou.
