"De olho na EPTC"

Wambert rebate uso de WhatsApp para divulgar blitze e incitar violência contra agentes

Polícia Civil investiga grupo administrado por pessoas ligadas ao vereador

Sem conexão
Político diz que repudia mensagens como esta, que divulga blitz policial em Porto Alegre

Nesta quarta-feira (20), na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre, o vereador Wambert Di Lorenzo (PROS) criticou a matéria Polícia investiga grupo de WhatsApp criado por assessores de vereador que divulga blitze e incita agressões contra agentes de trânsito, publicada por GaúchaZH na última segunda-feira (18). Ele já havia rebatido a notícia em uma rede social no dia anterior.

“Matéria duvidosa, que coloca lacunas como se o grupo fosse destinado a divulgar blitzes e fazer apologia à violência. Matéria que insinua coisas que não existem”, disse o vereador durante sessão plenária.

Wambert afirmou que não está sendo investigado pela polícia civil e voltou a dizer que o único objetivo do grupo é o de fiscalizar abusos e irregularidades da EPTC, cuja extinção ele defende desde que foi candidato à prefeitura da Capital, em 2012.

O vereador disse ainda que repudiou no grupo a divulgação de blitze ou as apologias à violência, chegando a gravar um vídeo informando o objetivo do espaço. Wambert finalizou dizendo que continuará com a fiscalização e prestação de contas transparentes para com os porto-alegrenses.

“Usamos as novas formas de tecnologia para maximizar o alcance dessa ação republicana de fiscalização dos serviços públicos pelo próprio povo. Lamento que algumas pessoas tenham usado esses meios para postar alguma manifestação violenta, a qual jamais foi ou será endossada por nós”, ressaltou.

Polícia investiga membros de grupo de WhatsApp

Conforme apuração de GaúchaZH, o grupo de WhatsApp administrado por assessores e pessoas ligadas ao vereador Wambert Di Lorenzo está sendo investigado pela Polícia Civil. De acordo com o inquérito, existem postagens relacionadas à divulgação de informações sobre operações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e órgãos da Segurança Pública — o que é proibido por lei —, além de incitações de agressões contra agentes de trânsito e depredações de radares móveis. A reportagem teve acesso a mensagens publicadas.

Intitulado "De olho na EPTC", o grupo tem cerca de 90 participantes, entre as quais o próprio Wambert. Em várias ocasiões, assessores do vereador postam discursos do parlamentar na Câmara e orientam pessoas a procurarem o gabinete dele para buscar recursos de multas de trânsito e receber orientações de como proceder caso sejam punidos.

Procurado antes da publicação da matéria, o vereador Wambert Di Lorenzo já havia se manifestado, alegando que o grupo tem apenas o objetivo de fiscalizar os trabalhos da EPTC.

Confira a íntegra do texto publicado pelo vereador Wambert no Facebook 

"Obrigado à GaúchaZH, ao RBS TV, ao Pretinho Básico por divulgarem o grupo cujo único objetivo é fiscalizar a EPTC e não sabotar blitzes ou incitar a violência.

Quem me conhece sabe que nosso propósito é a defesa da transparência na prestação dos serviços públicos. A EPTC é uma empresa pública (que pela sua natureza constitucional visa fundamentalmente o lucro) com poder de polícia, por essa aberração fiscalizamos irregularidades e abusos do órgão.

Usamos as novas formas de tecnologia para maximizar o alcance desta ação republicana de fiscalização dos serviços públicos pelo próprio povo. Lamento que algumas pessoas tenham usado esses meios para postar alguma manifestação violenta, a qual jamais foi ou será endossada por nós.

Pregamos o respeito à democracia, a defesa do interesse público e repudiamos veementemente qualquer meio que não seja pacífico para a solução de controvérsias no meio social.

Continuaremos com nosso trabalho de fiscalização e prestação de contas transparentes para com os porto-alegrenses, não nos intimidaremos com tentativas de desmoralizar nossas ações. Defender o bem comum e os interesses legítimos dos cidadãos nunca foi tarefa fácil, porém fiquem sabendo que jamais desistirei dos meus princípios e da defesa do povo de Porto Alegre."

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