Aedes aegypti

Porto Alegre registra segundo caso de dengue contraída no município

Paciente vive no bairro Santa Rosa de Lima, na Zona Norte

Sem conexão
Secretaria da Saúde aplicará inseticida na região para afastar mosquito transmissor

 Correção: são nove os municípios com casos autóctones de dengue no Rio Grande do Sul, e não 10 como publicado entre 20h58min de 13 de março e 12h36min de 14 de março. O texto já foi corrigido.

O segundo caso de dengue contraída dentro de Porto Alegre em 2019 foi registrado no bairro Santa Rosa de Lima, na Zona Norte da Capital. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Além do paciente, dois familiares apresentam sintomas e estão sob investigação, mas já indicam vínculo clínico epidemiológico.  

A primeira ocorrência teve origem no bairro Rubem Berta e foi notificada na semana passada. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, são nove municípios gaúchos com registro de casos autóctones (contraídos no próprio local, sem ocorrência de viagens) de dengue neste ano – contaminações que não ocorriam desde dezembro de 2017.  

Nesta quinta-feira (14) a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde  do município (CGVS) aplicará inseticida na região do Santa Rosa de Lima. O trabalho é feito para diminuir o risco de transmissão viral, evitando que o mosquito Aedes aegypti pique a pessoa infectada e "carregue" a doença para outra pessoa por meio da picada.  

— A pulverização de inseticida é realizada para evitar que o paciente seja picado por uma fêmea, que depois, ao picar outra pessoa, vai iniciar o ciclo de transmissão local, na tentativa de eliminar os mosquitos que possam ter se infectado durante o período de viremia dos pacientes - explica a médica veterinária Rosa Maria Carvalho, que coordena a ação em campo.


Prevenção e cuidados

Os sintomas de dengue incluem febre alta de início súbito, que pode ser acompanhada de dor de cabeça e exantema (manchas vermelhas na pele). Pode haver dor atrás dos olhos, náuseas e vômitos. 

Com hábitos diurnos, o mosquito Aedes aegypti tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, onde deposita os ovos. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) faz recomendações para evitar a reprodução do mosquito:

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