
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, encerrou neste sábado (3) a agenda de campanha antes do primeiro turno com uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo. O ato gerou grande congestionamento na região do bairro Campo Grande e contou com centenas de motos e carros.
Após o ato, ele defendeu mudanças no Poder Judiciário, especialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), e o fim do foro por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado.
Flávio afirmou que “muita coisa deve ser consertada” no Judiciário e disse que o Supremo não pode funcionar como “uma delegacia de polícia”. O candidato também criticou a atuação de ministros da Corte e acusou integrantes do STF de favorecerem a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações de Flávio Bolsonaro foram dadas a jornalistas após o fim da motocarreata.
— Temos amigos do Lula no STF fazendo de tudo, dando “canetada” para tentar ajudar o Lula a se reeleger — afirmou.
O candidato à Presidência pelo PL ainda voltou a defender o fim do foro privilegiado. Em outro momento, garantiu que, em um eventual governo, as instituições voltariam a “respeitar a Constituição” e prometeu uma gestão voltada à pacificação.
Críticas ao Congresso e à escala 6x1
Flávio Bolsonaro criticou o Congresso Nacional por, segundo ele, adiantar discussões que deveriam ocorrer depois das eleições. Ele acredita que o Legislativo estaria “capturado” pelo governo federal e pelo STF.
A declaração ocorre em meio à expectativa de análise, no Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O texto estabelece redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
— Acabam querendo antecipar pautas que têm que ser discutidas após as eleições — declarou Flávio.
Acusações contra PT e Polícia Federal
O candidato à Presidência ainda acusou o PT de aparelhar instituições e afirmou que parte da Polícia Federal estaria sendo utilizada para perseguir adversários políticos.
— Eles aparelharam as instituições e botaram uma parte da Polícia Federal, por exemplo, para perseguir adversários políticos em vários Estados — disse.
O candidato à presidência também fez acusações contra o ministro Flávio Dino, afirmando que operações conduzidas pelo magistrado atingiriam apenas integrantes da oposição ao governo Lula.
Ao falar sobre uma eventual reeleição do petista, Flávio voltou a criticar futuras indicações ao Supremo e defendeu que novas nomeações poderiam provocar “insegurança jurídica” e “perseguição generalizada”.
Ato com Tarcísio
A motocarreata teve a participação do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Também acompanharam o ato os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

Flávio afirmou que São Paulo poderá ter um presidente da República “alinhado com o governador” e disse ter convicção de vitória no primeiro turno tanto na disputa presidencial quanto na eleição estadual.
O encerramento da motocarreata teve execução do Hino Nacional e uma oração conduzida por Ricardo Nunes. Antes de deixar o trio, Flávio também exibiu aos apoiadores uma imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

