A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) terminou expondo as fissuras na mais alta Corte do país. Ao longo do dia, comunicadores de GZH trouxeram suas opiniões e analisaram a crise histórica.
Confira as opiniões
A imagem do STF está sendo queimada na fogueira das vaidades, acesa por homens que ignoram a voz das ruas e, do alto da sua arrogância, não percebem que estão abrindo uma cratera.
A expectativa de a possibilidade de um tribunal enfrentar uma questão envolvendo um ministro seu não se concretizou. O mérito sequer foi discutido. O Supremo se concentrou em troca de ataques e momentos muito tensos que vão ficar marcados.
A sessão foi marcada por bate-boca, com termos nunca ouvidos antes no Supremo Tribunal Federal e um plenário que sai moralmente menor do que entrou na discussão.
O arranjo, portanto, fica assim: o titular da ação penal aparece nas mensagens. O titular da ação penal pede a anulação do relatório em que aparece. O ministro investigado se defende dizendo que o titular da ação penal não pediu investigação. E, para fechar o círculo, Moraes e André Mendonça votaram na questão de ordem sobre os próprios casos, e o placar de 4 a 3 foi construído com o voto dos dois. É uma excrescência. Chamar isso de devido processo legal é o jeito educado de avisar que ninguém vai investigar ninguém.
Na explosiva sessão desta terça-feira no STF, Alexandre de Moraes gastou saliva contestando cada pormenor processual do caso. Sobre as suspeitas que o levaram ao centro da crise, silêncio.
Restou à única mulher da Corte ser elegante e pedir desculpa à população brasileira. Cármen Lúcia foi a mais lúcida e clara. Independemente do voto, ela conseguiu falar o que todos os outros não disseram.
O STF terminou o dia envolto em mais um vexame. A crise reputacional do tribunal que deve ser o fiador da Constituição restou agravada.
OPINIÃO DA RBS








