
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (4) que vai apurar eventual interferência no relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi produzido a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O comunicado foi assinado pelo chefe da PGR, Paulo Gonet, em resposta ao ministro Edson Fachin. O presidente da Corte havia cobrado manifestação da Procuradoria sobre o pedido de investigação feito por Moraes contra Mendonça.
Segundo o g1, a PGR afirma que a PF terá que esclarecer, por exemplo, "quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo". A Procuradoria suspeita que Mendonça tenha interferido no caso sem comunicar a PGR. Gonet também foi citado no relatório da PF.
"No trâmite analisado, não foi dado espaço à manifestação da Procuradoria-Geral da República. Ao revés, a decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação", afirmou a PGR.
Decisão de Fachin
O presidente do STF retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido de Alexandre de Moraes para abrir processo contra André Mendonça. Fachin determinou que o caso fosse incluído no mesmo procedimento aberto sobre os indícios encontrados pela Polícia Federal contra Moraes.
Fachin havia determinado que a PGR se manifestasse em cinco dias sobre o pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes contra André Mendonça. Em seguida, Mendonça terá o mesmo prazo para se manifestar sobre o pedido de Moraes.
Após PGR e Mendonça se manifestarem, o caso voltará a Fachin, que decidirá o destino do pedido de Moraes: se o próprio presidente toma uma decisão, ou se envia ao plenário para julgamento.




