
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, determinou a remoção de publicações nas redes sociais do ex-deputado Eduardo Bolsonaro em que contesta a segurança das urnas brasileiras.
A decisão atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PcdoB e PV, que acionou o TSE contra Eduardo, segundo o g1.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas e os sistema de votação durante transmissão ao vivo.
A decisão é de caráter liminar e ainda passará pelo plenário do TSE. Deu prazo de 24 horas para que Eduardo ou a plataforma X (antigo Twitter) removam as duas postagens feitas no dia 17 de julho.
As postagens
O filho do ex-presidente publicou mensagens sustentando que arquivos da CIA evidenciaram fraude nas eleições realizadas na Venezuela entre 2004 e 2020.
O comentário veio após a desclassificação de um relatório da inteligência americana que apontou supostas capacidades de manipulação do sistema eletrônico de votação da Venezuela.
Na sequência, Eduardo questionou: “Só numa ditadura há assuntos proibidos. Assim, pergunto: será que no Brasil as urnas eletrônicas são realmente invioláveis?”
O ex-deputado também afirmou que a “pressão sobre a urna eletrônica brasileira deve aumentar”.
Ao acatar o pedido, o ministro também proibiu o ex-deputado de voltar a divulgar conteúdos que associem a empresa Smartmatic às urnas, bem como a divulgação de informações “sabidamente falsas” que coloquem em dúvida a segurança e a integridade do sistema eletrônico de votação, que será usado nas eleições de outubro.