
O ministro Alexandre de Moraes afirmou, mais uma vez, que o colega André Mendonça conduz "levantamento seletivo e direcionado" de documentos do caso Master sob sigilo para proteger "determinado grupo político". A afirmação ocorreu após Mendonça afirmar que divulgou tudo que estava disponível.
Segundo Moraes, os integrantes da Corte seguem sem acesso completo ao material que estará em julgamento no plenário do STF na próxima terça-feira.
"O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", disse Moraes no despacho endereçado a Fachin.
Moraes também ressaltou que "não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento" e pediu o acesso integral às peças, "sob pena de grave ferimento ao princípio do devido processo legal, com a supressão ao Colegiado do conhecimento de 18 PETs e de 180 documentos existentes nas demais 13 PETs".
Mendonça tornou pública parte das investigações, mas manteve o sigilo sobre a parte que envolve o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o financiamento do filme "Dark Horse". Em áudios revelados pelo site Intercept Brasil' Flávio pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto.

