
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (31), um ofício pedindo esclarecimentos sobre uma mensagem encontrada no celular de Daniel Vorcaro. As informações são do g1.
O recado, localizado pela Polícia Federal (PF) em um dos celulares de Vorcaro em outubro do ano passado, mostra o ex-dono do banco Master afirmando precisava de proteção de Paulo Gonet, que atualmente comanda a Procuradoria-Geral da República (PGR), e de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Embora não haja identificação direta de quem seria o interlocutor, os investigadores da PF não descartam que a mensagem seria um pedido de proteção ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF. A informação foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada pela TV Globo.
A definição é dificultada porque o banqueiro tinha como hábito de salvar anotações, tirar prints e encaminhar fotos como visualização única.
Segundo o relatório da PF, "Daniel Vorcaro também afirmou ser importante que o interlocutor reforçasse, junto a Andrei e Paulo, a necessidade de impedir que subordinados, dentro das estruturas hierárquicas da PF e do Ministério Público Federal (MPF), praticassem 'alguma sacanagem', pois, segundo ele, 'aí vai tudo pro saco'".
Mendonça, que é relator das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, pediu que a Procuradoria se manifeste sobre os registros encontrados. Ele estabeleceu um prazo de cinco dias para manifestação.
Depoimento à PF
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde março deste ano e, desde junho, cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha".
Em novembro de 2025, ele já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Ele depôs à Polícia Federal na última sexta-feira (28) sobre a relação com servidores do Banco Central (BC) investigados por supostamente receberem benefícios e favorecerem o banco. O depoimento durou quatro horas e meia e foi realizado através de videoconferência.

