O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se manifestou na manhã desta quarta-feira (2) sobre o caso envolvendo conversas entre ministros do Supremo e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
— Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição — afirmou o ministro.
Nesta quarta-feira, o site ICL Notícias informou que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, recebeu pessoalmente o banqueiro Daniel Vorcaro no início de 2025. Em nota, o ministro admitiu o encontro e afirmou que durou entre 20 e 30 minutos.
A notícia veio a público um dia depois de o ministro ter retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que investiga possíveis ligações entre Alexandre de Moraes e Vorcaro.
Sem citar nominalmente o caso, Fachin acrescentou ainda que, nos próximos dias, após análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, anunciará as medidas cabíveis e necessárias:
— A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.
Está mantida na agenda do Supremo a sessão desta quarta-feira, prevista para começar às 14h. Será a primeira vez que os ministros se reunirão após as últimas revelações do caso Master.
Veja na íntegra a manifestação de Edson Fachin
Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.
Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza.
A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.
Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias.
Brasília, 2 de setembro de 2026.
Ministro Luiz Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal