
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para o ministro André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Na noite desta terça-feira (8), a AGU pediu a suspensão da decisão do magistrado. No recurso protocolado, Jorge Messias, advogado-geral da União, argumenta que a decisão monocrática de Mendonça viola prerrogativa privativa do presidente da República de nomear e exonerar o chefe da PF. O documento afirma, ainda, que a mudança "abrupta" na PF pode provocar "desorganização institucional".
"Diante do quadro de urgência, a AGU requereu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até manifestação definitiva do órgão competente", diz a nota do órgão.
Afastamento
No início desta manhã, Mendonça determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
Mendonça justificou que o relatório da Polícia Federal utilizado por Alexandre de Moraes para pedir abertura de investigação contra ele tem "absoluta imprestabilidade jurídica".
A decisão foi para o plenário virtual. Em votação relâmpago, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.
Em menos de 10 minutos, Nunes Marques e Fux anteciparam seus votos e acompanharam integralmente a decisão de André Mendonça.
Apesar disso, a decisão foi adiada, já que o ministro Gilmar Mendes pediu vista — ou seja, mais tempo para análise — com 11 segundos de apreciação no plenário virtual. O prazo para devolver o caso para análise dos colegas é de 90 dias.
Mesmo com pedido de vista, a determinação de afastamento de Mendonça continua plenamente em vigor.



