
O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para o dia 25 de setembro, uma sexta-feira, a análise sobre o procedimento que aponta menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. As informações são do g1.
Na sessão extraordinária no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta terça-feira (15), Gonet afirmou que nunca foi próximo a Vorcaro.
— Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogada, foi brevíssima e banal — pontuou Gonet.
Mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro e que foram tornadas públicas após quebra de sigilo determinada pelo ministro relator André Mendonça apontam para diálogos que citam Gonet.
A sessão desta terça no STF
A sessão extraordinária do STF desta terça-feira (15), que começou com um pedido de "sensatez, decoro e serenidade" feito pelo presidente da Corte, Edson Fachin, foi marcada ao longo do dia por bate bocas entre ministros, questionamentos à condução dos trabalhos e manifestações acaloradas no plenário.
Sem que a discussão sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes tivesse começado (entenda a sessão), os ministros passaram a votar em relação à questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que os procedimentos relacionados às condutas de Moraes e André Mendonça no caso Master fossem analisados de forma conjunta.
A opinião dos colunistas de GZH sobre a crise no STF
A votação ficou em 4 a 4, com Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes opinando pela análise conjunta, e Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defendendo a separação dos casos. Na reta final, porém, Dino pediu vista (mais tempo para análise), e seu voto deixou de ser considerado na contagem. O placar final, portanto, ficou em 4 a 3, e a sessão foi interrompida.
Após um bate boca pela manhã, no final da tarde as tensões voltaram a se acirrar após uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que negou proximidade com Vorcaro.
Na sequência, Mendonça pediu para responder, mas foi interrompido por Gilmar Mendes, que o acusou de "leviandade" e "desfaçatez".
— É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade. Um sujeito (Mendonça) investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito — disparou.














