
O deputado federal e ex-secretário especial da Cultura Mario Frias (PL-SP) no governo Bolsonaro tornou-se alvo nesta quinta-feira (10) da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e que investiga o financiamento do filme Dark Horse, inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. São cumpridos 49 mandados contra o ex-secretário especial da Cultura, a produtora Karina Gama e outras pessoas.
Conforme a PF, a operação apura indícios de desvios de recursos públicos de emendas parlamentares.
Entrada no governo
Quando Regina Duarte passava por um processo de fritura enquanto comandava a Secretaria Especial da Cultura, o nome de Mario Frias já surgia como possibilidade para substitui-la. O ator foi nomeado por Jair Bolsonaro para o cargo em junho de 2020 e permaneceu na função até 31 de março de 2022, quando se exonerou para cumprir os prazos de desincompatibilização eleitoral e concorrer a cargos públicos.
Gestão no governo Bolsonaro
Durante sua gestão, a pasta implementou alterações nos mecanismos de fomento federal, o que incluiu a reestruturação e a fixação de novas regras para a captação de recursos via Lei Rouanet — como a redução do teto para projetos individuais de incentivo fiscal —, além de diretrizes voltadas à descentralização de recursos federais.
Paralelamente, a secretaria conduziu mudanças na governança de órgãos vinculados, a exemplo da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e emitiu normativas sobre a comunicação e a programação de instituições culturais federais.
O mandato também foi alvo de questionamentos públicos e fiscalizações de órgãos de controle a respeito de denúncias de atritos no ambiente de trabalho da secretaria e dos custos e motivações de viagens oficiais, como a missão realizada a Nova York.
Frias deixou o cargo para se filiar ao Partido Liberal (PL) e disputar as eleições para deputado federal por São Paulo. No pleito daquele ano, foi eleito com 122.564 votos.
Trajetória na TV
Entre 1999 e 2001 foi protagonista da sexta temporada do seriado Malhação e fazia par romântico com Priscila Fantin. Destaque da novela jovem, o ator acabou capa de revista teen no ano de 1999.
Frias estreou na TV em 1996, no seriado Caça Talentos, da Globo, que tinha Angélica como protagonista. No começo dos anos 2000, logo após Malhação, o ator atuou em algumas novelas do canal, entre elas, As Filhas da Mãe (2001—2002), O Quinto dos Infernos (2002) e O Beijo do Vampiro (2002—2003).
Em Senhora do Destino, de 2004, interpretou um político, o deputado corrupto Thomas Jefferson. Ele também apareceu em Floribella, novela da Band em que fez par romântico com Juliana Silveira, que deu vida à protagonista Maria Flor.
Frias também passou pela Record, onde atuou em Os Mutantes, Bela, a Feia e A Terra Prometida, de 2016. Na RedeTV, se tornou apresentador de programas como O Último Passageiro, que estreou há dez anos, em que escolas disputavam uma viagem de formatura, e Super Bull Brasil, de 2012, sobre montaria de touros. No SBT, comandou o Tô de Férias, viajando o mundo com sua família.
Seus últimos trabalhos na Globo foram na novela das sete Verão 90, no ano passado, e um retorno a Malhação, interpretando o personagem Renê, em 2014.

