
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu ter a sua candidatura registrada à Presidência da República nesta quinta-feira (13). O prazo se encerra no próximo sábado (15).
No site da Justiça Eleitoral, consta que o pré-candidato teria se desfiliado do Partido Liberal (PL) na quarta-feira (12) e se filiado ao Missão — partido que cadastrou Renan Santos ao pleito — no mesmo dia.
Visto que as convenções partidárias se encerraram no dia 5, Flávio não poderia disputar as eleições por outra legenda — o que impediria o registro da candidatura.
Segundo o g1, o comando da campanha descobriu o erro, que estaria ligado a uma fraude, na hora de acessar os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reunir os documentos para o registro. Os representantes de Flávio vão pedir que seja restabelecida a filiação do pré-candidato ao partido e solicitar à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito.
Em nota, o TSE nega ter havido ataque hacker na filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão e aponta "uso indevido da ferramenta" por alguém que possuía as credenciais da própria legenda para realizar filiações, segundo o g1.

Em entrevista à GloboNews, a advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é "inequívoco que foi fraudulento". Ela afirmou que já acionou o TSE e está aguardando o despacho do ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte.
Segundo a advogada, ainda não há elementos para apontar a causa da alteração cadastral:
— Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe — relatou.
À mesma emissora, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que houve uma "falsificação", mas não deu detalhes do ocorrido.
Em nota, o partido Missão afirma que foi vítima de "tentativa de filiação fraudulenta" de Flávio Bolsonaro.
Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para requerer o registro de cada candidato na Justiça Eleitoral.
Até o momento, seis presidenciáveis já registraram as suas candidaturas. São eles:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- Hertz Dias (PSTU)
- Samara Martins (UP)
- Wilson Grassi (Democrata)
- Romeu Zema (Novo)
- Renan Santos (Missão)




