
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) decidiu multar a Go Up Entertainment, produtora da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, Dark Horse, por irregularidades na gravação da obra.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a Ancine não teria sido informada das gravações de Dark Horse, produção considerada estrangeira pela agência. Por isso, a Go Up Entertainment deverá receber uma multa entre R$ 2 mil e R$ 100 mil. A quantia ainda será definida pela Superintendência de Fiscalização e Combate à Pirataria.
A Ancine informou que procurou a produtora em duas ocasiões para prestar esclarecimentos sobre a realização do filme. Como não houve resposta, a agência decidiu formalizar a indicação da multa e abriu prazo para a apresentação de defesa.
A agência informou ainda que a distribuidora Europa Filmes apresentou, em junho de 2026, um pedido de Registro de Obra Estrangeira (ROE) para a produção.
A Go Up Entertainment, responsável pelo longa, informa em seu site que tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos. No entanto, a empresa também consta nos registros da Ancine como agente econômico desde julho de 2025, com endereço em São Paulo.
O que se sabe sobre Dark Horse
O filme Dark Horse, dirigido por Cyrus Nowrasteh, passou por momentos delicados na produção, o que teria feito com que um dos filhos de Bolsonaro, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pedisse auxílio financeiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O conteúdo da conversa entre o senador e o banqueiro foi divulgado pelo veículo de notícias Intercept Brasil no dia 13 de maio de 2026. Vorcaro teria investido R$ 61 milhões na produção do filme.
O primeiro teaser do longa foi divulgado em 8 de dezembro de 2025 pelo deputado Mario Frias (PL-SP), que assina a produção e o roteiro do longa.
Jair Bolsonaro, que atualmente está preso e cumpre a condenação de 27 anos e três meses de reclusão, é interpretado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por A Paixão de Cristo (2004).
O elenco ainda conta com Marcus Ornellas no papel de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eddie Finlay como Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Sérgio Barreto interpretando Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

