
Ofensiva da Polícia Federal nesta sexta-feira (14) faz buscas em endereço ligado ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
Nesta segunda fase da Operação Sem Refino, o foco da PF é apurar supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.
São cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira fase da ofensiva, Cláudio Castro também tinha sido alvo de buscas.
Outro alvo de buscas nesta sexta é Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ e ex-deputado estadual. A informação é do g1.
Segundo nota da PF, a ação busca "apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso".
A PF afirma que são investigados os seguintes crimes:
- gestão fraudulenta e temerária
- lavagem de capitais
- sonegação fiscal
- evasão de divisas
- manipulação de mercado
- crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis
Ao g1, o advogado Carlo Lucchione, que defende Cláudio Castro, afirmou desconhecer qualquer busca e apreensão contra o ex-governador.
Primeira fase da Sem Refino
A primeira fase da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Castro.
O dono da Refit, Ricardo Magro, foi alvo de ordem de prisão.
Foram 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos Estados de Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo a PF, foi determinado ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Inelegível
Em março de 2026, o STF condenou Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições gerais de 2022, pelo uso da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo, sem a divulgação de seus nomes.
Após rejeitar recursos enviados pela defesa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve Castro inelegível até 2030.


