
A defesa do ex-presidente Jair Bolsoanro solicitou, nesta quarta-feira (5), a autorização para receber visistas de seus filhos Flávio, Carlos e Jair Renan no Dia dos Pais. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
"O pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar. Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos", diz a defesa. As informações são do g1.
O pedido não inclui Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal mora atualmente nos Estados Unidos.
Visitas suspensas
Solicitação acontece cerca de duas semanas após Moraes suspender por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Decisão foi tomada após Flávio divulgar uma carta em nome do pai, entitulada como "Carta aos brasileiros".
Moraes também encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que deve apurar uma possível propaganda eleitoral antecipada.
"A divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público eleitoral", escreveu Moraes na decisão.
O ministro destaca que a publicação da carta configura desrespeito à decisão que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais.
Prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Atualmente ele está em regime domiciliar devido às condições de saúde.
Moraes decidiu prorrogar a prisão domiciliar do político do dia 3 de julho. Na decisão, o magistrado ainda revogou o porte de todas as armas do político.
Na época que a domiciliar foi concedida, o político enfrentava um quadro de broncopneumonia e passou duas semanas internado em hospital de Brasília.
Uma das medidas cautelares de Bolsonaro durante a prisão domiciliar é a proibição do uso de redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.


