Governador do Rio Grande do Sul entre abril e dezembro de 2022, Ranolfo Vieira Júnior é o nono entrevistado do Memórias do Piratini. A série especial, que integra o Conversas Cruzadas, reúne todos os ex-governadores do Estado desde Jair Soares para revisitar os principais momentos de suas gestões. A única ausência é a de Alceu Collares, que morreu em 2024.
Delegado de Polícia Civil, ex-chefe da corporação, secretário de Segurança Pública e vice-governador, Ranolfo assumiu o Palácio Piratini após a renúncia de Eduardo Leite, que buscava uma candidatura à Presidência da República. Na conversa com a comunicadora Andressa Xavier, relembra os desafios de assumir o comando do Executivo e a situação fiscal do Estado.
— Tem que estar preparado, eu vejo isso como fundamental. Um candidato não pode estar despreparado, ele tem que estar preparado para governar — afirma.
"Esses momentos foram fundamentais"
Ranolfo afirma que os momentos mais marcantes dos nove meses de governo foram as entregas realizadas em diferentes regiões do Estado.
— As pessoas diziam que estavam esperando isso há 40, 50 anos. E você consegue concretizar aquela entrega de um Estado que, pouco tempo atrás, poucos meses atrás, poucos anos atrás, estava literalmente sem condições sequer de pagar o salário dos seus servidores. Esses momentos foram fundamentais — conta.
"A gestão fiscal não aponta condições"
O ex-governador também relembra as dificuldades para atender reivindicações dos servidores públicos em meio às limitações orçamentárias. Segundo ele, também servidor de carreira, a situação financeira do Estado ditava restrições:
— Você receber as demandas dos seus colegas, ex-colegas, servidores públicos, e, do outro lado do balcão, você não tem condição fiscal de atender aquilo que você entende que é justo, que é adequado, mas você não tem. A gestão fiscal não aponta condições para te conceder aquilo.



