
Uma foto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que era conhecido como "Sicário", foi divulgada pelo portal de notícias ICL nesta quarta-feira (15). Sicário, que morreu em março, era suspeito de chefiar uma milícia privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Segundo o portal, a imagem foi enviada por uma fonte que pediu sigilo, e teria sido feita em 2022, em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro.
A defesa de Flávio Bolsonaro se manifestou em nota (leia abaixo a íntegra) e disse que o senador "não conhece e nunca viu a pessoa na foto".
Em um vídeo no X, Flávio também se manifestou e disse que faz foto "com qualquer pessoa que pedir".
— Se for verdade, certamente é mais uma das várias que eu tiro todos os dias, porque graças a Deus, por onde eu ando, todo mundo pede para tirar foto, tem um carinho enorme pela gente, manda mensagem de confiança, que a gente precisa resgatar o Brasil — disse o senador.
Quem era Sicário
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário, cometeu suicídio na cela da Superintendência Regional de Minas Gerais. A morte foi confirmada no dia 6 de março. Ele havia sido preso dois dias antes em operação relacionada ao Banco Master.
Investigações apontam que ele integrava o "braço armado" da organização criminosa que, segundo a Polícia Federal (PF), é chefiada por Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Ele foi encontrado desacordado na cela. Os agentes que estavam no local "prestaram socorro imediato" ao preso, realizando procedimentos de reanimação, segundo a PF. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Sicário para o Hospital João XXIII, Belo Horizonte.
De acordo com a investigação do caso do Banco Master — que apura fraude bilionária —, Sicário executava ordens de intimidação física e moral, monitoramento de alvos e extração ilegal de dados em sistemas sigilosos.
De origem espanhola, o termo "sicário" é utilizado para designar executor de crimes sob encomenda, especialmente homicídios, associado à figura de mercenário ou matador contratado.
Segundo a investigação, o apelido indicaria a natureza de suas funções dentro do grupo, voltadas à execução de tarefas sensíveis, monitoramento de alvos e eventual operacionalização de medidas de intimidação determinadas por Vorcaro.
Em maio deste ano, Flávio Bolsonaro teve seu nome relacionado a Daniel Vorcaro, quando o site The Intercept divulgou um áudio no qual o senador pede dinheiro para o banqueiro a fim de financiar o filme Dark Horse, que conta a história do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nota da defesa de Flávio Bolsonaro:
"O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos. Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. Flávio Bolsonaro reafirma que não conhece e nunca viu a pessoa na foto. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por Inteligência Artificial."

