
A Polícia Federal (PF) realizou buscas na casa de Jair Bolsonaro, em Brasília (DF), na manhã desta quarta-feira (8). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro.
Conforme a defesa do ex-presidente, nada foi encontrado durante a operação. Os advogados afirmam que todas as armas de Bolsonaro já haviam sido entregues.
A PF confirmou o cumprimento do mandado, sem dar detalhes. Segundo a corporação, as buscas foram rápidas e levaram menos de uma hora.
Decisão de Moraes
O ministro do STF afirmou que a adoção de busca e apreensão era "imprescindível", haja vista a discrepância entre as informações sobre a localidade e o número das armas de Bolsonaro.
"A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes", pontuou.
Das 10 armas registradas no nome do ex-presidente, oito foram localizadas e entregues à Polícia Federal. As outras duas seriam a pistola apreendida durante uma blitz com um militar e a espingarda que estaria em uma loja em Caxias do Sul (RS) e nunca foi retirada.
Leia a decisão na íntegra abaixo.
Prisão domiciliar e porte de armas
Na última sexta-feira (3), Moraes decidiu prorrogar a prisão domiciliar de Bolsonaro. Na decisão, o magistrado ainda revogou o porte de todas as armas do político.
Em março, o magistrado concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente por 90 dias — prazo que se encerrou em 25 de junho. O ministro entendeu que as condições de saúde de Bolsonaro justificavam a medida.
Na segunda-feira (6), Moraes determinou que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregasse à Polícia Federal oito armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pistola encontrada em blitz
Na noite de 15 de junho, um militar do Exército portava uma pistola que estava registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A arma foi apreendida em uma blitz em Taguatinga (DF).
Após o episódio, a defesa reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, Bolsonaro não estava proibido de manter o dispositivo em casa.




